Polícia implanta salas de acolhimento às vítimas de crimes sexuais em SP
Projeto lançado nesta quarta-feira (12) começa pelas cidades de Itaquaquecetuba, Mauá e Itapevi; programa busca criar salas de acolhimento e agilizar exames

A Polícia Civil de São Paulo deu início, nesta quarta-feira (12), a um projeto piloto de aprimoramento do atendimento às vítimas de violência sexual nos municípios da Grande São Paulo.
O Programa Ação Protetiva 360º busca oferecer um serviço multidisciplinar para garantir a rapidez na coleta de provas, de acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Publica). A ideia é que, com essas salas dentro dos hospitais, as vítimas já recebam atendimento médico, psicológico e jurídico dentro do mesmo ambiente.
O suporte promete garantir a integridade das investigações e dar atendimento humanizado às vítimas.
As cidades de Itaquaquecetuba, Mauá e Itapevi são as primeiras a receber o projeto ainda em fase experimental. Após 180 dias, será apresentado um relatório com os principais resultados do programa.
Em julho, o estado de São Paulo registrou o maior número de casos de estupro para os seis primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2001. Foram contabilizados 7.254 casos, ou seja, um estupro a cada 36 minutos.
Com os dados, a Polícia Civil deve avaliar a continuidade e a expansão para outras regiões do estado.
O atendimento humanizado é realizado no Hospital da Mulher, na capital paulista, pelo do programa Bem-Me-Quer. Porém, exige o deslocamento de vítimas de demais cidades.
Rapidez nos exames
O programa promete padronizar procedimentos de coleta e transporte de material biológico da vítima em até 48 horas. O prazo é considerado essencial para garantir a eficácia da análise forense e assegurar elementos para a responsabilização penal do autor do crime.
Outros exames também devem ser feitos nas vítimas:
- Testes de gravidez;
- Detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
O projeto promete salas reservadas e acolhedoras para o atendimento, para suporte psicológico, social e jurídico contínuo durante todo o procedimento policial.
“Queremos minimizar as repetições de depoimentos e exames que podem fazer com que ela reviva aquele trauma durante o atendimento médico”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.


