Polícia liberta juiz de cativeiro após sequestro relâmpago em SP

Samuel de Oliveira Magro, integrante do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo, foi capturado no domingo (18); quatro suspeitos foram presos e um adolescente apreendido

Vitor Bonets, da CNN Brasil*, Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo libertou de um cativeiro, na manhã desta terça-feira (20), o auditor fiscal e juiz Samuel de Oliveira Magro, integrante do TIT (Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo), após ele ser vítima de um sequestro relâmpago no último domingo (18).

O juiz estava em um cativeiro localizado em Osasco, na Grande São Paulo.

A útima vez que Samuel havia sido visto foi na avenida Rebouças, próximo à rua Oscar Freire, região nobre da zona Oeste da capital. Ele dirigia um Hyundai Tucson, que ainda não foi localizado, no momento do sequestro.

O acionamento da polícia ocorreu após o auditor fiscal receber uma ligação do companheiro, identificado como Paulo, e usar palavras-chave que indicavam que ele tinha sido sequestrado.

A partir do comunicado, as equipes da DAS (Delegacia Antissequestro) e do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) realizaram a ação de resgate de Samuel.

Ao todo, quatro pessoas foram presas e um adolescente apreendido. Elas foram identificadas como José Francisco Paulino de Assunção, Adriel Santana de Araújo, Fabio dos Santos Ribeiro Júnior, Maria Tavares da Cruz e Tiphany Vitoria Lopes Faustino de Lima. Veja imagens abaixo:

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o juiz foi abordado por dois indivíduos que, provavelmente, estavam em um veículo. A Polícia Civil ouviu Samuel e também apura, por meio de câmeras de segurança, de onde os indivíduos saíram para efetuar a abordagem.

Conforme as autoridades, ele foi levado diretamente para um cativeiro em Osasco — passando por alguns outros pontos no caminho — enquanto os criminosos tentavam realizar transferências bancárias.

"Os criminosos não o agrediram fisicamente, mas ele foi muito pressionado, muito coagido a fornecer informações", afirmou o Delegado Geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, em coletiva de imprensa.

Já rendido, Samuel recebeu uma ligação do companheiro e utilizou uma palavra-chave para alertar que estava sequestrado. Essa palavra-chave fez com que o companheiro procurasse a polícia, que foi até o local.

No cativeiro, quatro indivíduos foram presos em flagrante. Posteriormente, um outro indivíduo também envolvido no crime foi preso.

O caso foi registrado como extorsão qualificada, na modalidade sequestro, e as investigações prosseguem para esclarecer completamente a dinâmica do crime e a participação de cada envolvido.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo