Polícia prende membros do PCC suspeitos de mandar matar delegado Ruy Ferraz

Em novembro do ano passado, 12 pessoas foram indiciadas por suposto envolvimento direto e indireto no assassinato do ex-delegado

Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta terça-feira (13), três integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) suspeitos de mandar matar o ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, executado em Praia Grande, na Baixada Santista, em 2025.

Os homens foram presos durante uma operação nesta manhã conduzida pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e Deinter 6 - Santos. Veja quem são os presos, conforme apuração da CNN Brasil:

  • Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho ou Manoelzinho
  • Fernando Alberto Teixeira, vulgo Azul ou Careca;
  • Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote ou MC;
• Reprodução
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A ação integrada desta terça tinha como objetivo o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária. A operação ocorre dentro da segunda fase da investigação e mobilizou 80 policiais civis dos departamentos envolvidos.

Em novembro do ano passado, 12 pessoas foram indiciadas por suposto envolvimento direto e indireto no assassinato do ex-delegado. Na época, a Polícia Civil solicitou as prisões preventivas pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa.

Quem era Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado inimigo do PCC executado em SP

Execução de ex-delegado

Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime ocorreu após uma perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro do delegado em Praia Grande, no litoral paulista. Criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele.

Após a execução, os carros utilizados pelos criminosos, que eram roubados, foram abandonados e um deles incendiado, na tentativa de apagar vestígios.

A análise inicial da ação criminosa revelou um planejamento meticuloso e o conhecimento técnico dos executores, que perseguiram Fontes antes de desferir mais de 20 tiros de fuzil.