Polícia suspeita que cabeleireiro achado amarrado em SP morreu por asfixia

Investigadores analisam câmeras e acreditam que dupla apresentada nas imagens deve ser identificada até o fim da semana

Guilherme Rajão, da CNN, em São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo trabalha com a hipótese de que o cabeleireiro José Roberto Silveira, encontrado morto no último sábado (22) dentro de sua casa no Alto de Pinheiros, tenha morrido por asfixia. A informação foi apurada pela CNN com fontes que acompanham o caso.

O corpo do profissional — conhecido como Betto — foi achado amarrado e amordaçado dentro do quarto. Ele não apresentava lesões aparentes, o que reforça para os investigadores a possibilidade de sufocamento. A confirmação dependerá dos laudos do IML, ainda em andamento.

O inquérito já reúne imagens de câmeras de segurança que registram Betto chegando em casa às 2h13, dirigindo o próprio carro. Pouco antes das 6h, dois homens não identificados aparecem abrindo o portão da residência e saindo a pé pela Rua Pio XI.

A Polícia Civil acredita que ambos os indivíduos estavam dentro do imóvel no momento da morte e que chegaram com a vítima, possivelmente após um encontro marcado por aplicativo de relacionamento, hábito que amigos e vizinhos relataram ser comum para o cabeleireiro.

Uma vizinha que mora na casa geminada contou ter ouvido conversas e movimentação intensa entre 3h e 4h da manhã, mas não estranhou, já que Betto recebia visitas com frequência.

O corpo só foi encontrado no início da tarde, depois que a mãe do cabeleireiro — uma idosa de 98 anos — estranhou o fato de o filho não ter descido para preparar o almoço, como fazia diariamente. Familiares e um amigo arrombaram o portão com ajuda de funcionários de um bar vizinho.

O cenário encontrado incluía:

  • Betto nu, caído ao lado da cama
  • Punhos e pernas amarrados com fios
  • Boca amordaçada com toalha presa por um cabo
  • Manchas de sangue em travesseiros e paredes
  • Televisão ligada e objetos fora do lugar
  • Uma faca no banheiro, sem vestígios de sangue

Além das imagens já anexadas ao inquérito, a polícia está recolhendo gravações de comércios, residências e de uma autoelétrica próxima, que tem câmeras voltadas diretamente para a casa da vítima.

Segundo apuração da CNN Brasil, os investigadores acreditam que até o fim da semana será possível identificar quem são os dois homens que deixaram o imóvel. O otimismo se baseia na quantidade de vídeos analisados e em elementos colhidos desde a tarde do crime.

Familiares, amigos, vizinhos e o morador da edícula dos fundos já prestaram depoimento. A morte segue classificada como suspeita, com diversas linhas de investigação até o momento.

O caso é conduzido pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).