Policial civil é preso após atropelar pedestres na zona Norte de SP

Homem dirigia uma viatura descaracterizada da corporação e, segundo PM, apresentava sinais visíveis de embriaguez; menino de nove anos, uma das três vítimas, está em estado grave

Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, Carolina Figueiredo, da CNN Brasil, Yuri Cavalieri, da Itatiaia, em São Paulo
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Um policial civil foi preso, na noite desta terça-feira (30), após atropelar três pedestres no cruzamento da avenida Cruzeiro do Sul com a rua Pedro Vicente, no bairro de Santana, zona Norte de São Paulo.

Douglas Willian Pedroso, como foi identificado o agente, apresentava sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro, conforme consta no boletim de ocorrência. Ele atingiu uma mãe que passava no local com os dois filhos, um menino de nove anos e uma jovem de 17.

Confome o boletim, a mulher sofreu escoriações e lesão no tornozelo. Já o garoto teve um traumatismo crânio-encefálico e fratura na perna. Ele precisou passar por uma cirurgia de sete horas e está em estado grave. A mãe e o filho estão internados no Hospital das Clínicas. Já a adolescente sofreu uma lesão no pé e recebeu alta.

Segundo a Polícia Militar, os agentes foram acionados para uma ocorrência de trânsito e, chegando ao local, constataram que pedestres tinham sido atropelados por um veículo que fugiu em seguida.

Durante diligências nas imediações, a equipe localizou o automóvel envolvido no caso, constatando tratar-se de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil que era dirigida por um agente da corporação.

O policial foi preso em flagrante e teve o armamento recolhido. O estado de embriaguez foi confirmado posteriormente nos procedimentos feitos no IML (Instituto Médico Legal).

O caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil. Segundo o boletim de ocorrência, o policial foi autuado pelos crimes de embriaguez ao volante, lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, omissão de socorro e fuga de local de acidente.

O que diz o policial

O documento policial apresenta também a versão dos fatos por parte do agente. Douglas alegou que, enquanto dirigia a viatura descaracterizada, apenas sentiu um impacto e não parou para verificar o que havia ocorrido, pois acreditava que tratava-se de algum objeto. Ele disse também que o sinal estava verde para sua passagem.

O policial alegou ainda que, após a colisão, ligou para uma superior. Ao voltar para o local, ele disse que policiais militares já estavam presentes na região e que foi colaborativo com os agentes.

Ele ainda negou ter ingerido bebidas alcoólicas, afirmou que estava com os olhos vermelhos por conta do longo período que usava lentes de contato, além de dizer que não se recordava da velocidade em que dirigia o carro.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do policial civil. O espaço está aberto para manifestações.