Quem é "Mascherano", disciplina do PCC preso por morte de ex-delegado

Felipe Avelino da Silva já foi preso duas vezes por tráfico de drogas e duas vezes por roubo, tendo cumprido mais de seis anos de prisão; ele é o quinto preso por envolvimento na morte de Ruy Feraz Fontes

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Mascherano”, apontado como um dos envolvidos na morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, executado em setembro em Praia Grande, no litoral paulista. A prisão ocorreu em Cotia, na Grande São Paulo.

Segundo as investigações, Mascherano ocupa a função de “disciplina” do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região do ABC paulista. No organograma da facção, o “disciplina” é responsável por impor as regras internas da organização, resolver conflitos entre integrantes e garantir que as ordens da liderança sejam cumpridas.

O "disciplina" da facção criminosa também atua como uma espécie de fiscal do comportamento dos membros, podendo aplicar punições a quem descumpre determinações do grupo.

Quem era Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado inimigo do PCC executado em SP

De acordo com a polícia, Mascherano tem um histórico criminal extenso. Ele já foi preso duas vezes por tráfico de drogas e duas vezes por roubo, tendo cumprido mais de seis anos de prisão. O criminoso estava entre os oito nomes identificados pela Força-Tarefa criada pelo governo paulista para investigar o assassinato do ex-delegado.

Com as cinco prisões e uma morte, permanecem foragidos e com prisão temporária decretada: Flavio Henrique Ferreira de Souza, investigado pela execução direta, e Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, suspeito de organizar o transporte da arma e de dirigir o carro usado no crime.

Execução de ex-delegado

Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime ocorreu após uma perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro do delegado em Praia Grande, no litoral paulista. Criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele.

Após a execução, os carros utilizados pelos criminosos, que eram roubados, foram abandonados e um deles incendiado, na tentativa de apagar vestígios.