Quem era esposa de PM encontrada morta em banheiro na Grande SP

Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, era técnica em radiologia; família contesta versão de suicídio alegada por marido policial

Khauan Wood, da CNN Brasil*, Bruna Lopes, colaboração para a CNN Brasil, Adriana De Luca, da CNN Brasil, em São Paulo

Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, esposa de um policial militar encontrada morta no banheiro de casa era técnica de radiologia formada há cerca de sete anos. O caso ocorreu na manhã deste deste domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Nas redes sociais, ela se descrevia como apaixonada pela área da saúde e pelo cuidado do próximo. Atualmente, Larissa trabalhava em uma farmácia administrada por ela e pelo marido.

O casal morava em uma casa no bairro Chácaras Bartira, junto com o filho de dois anos.

Marido alega suicídio

Por volta de 11h o soldado marido da vítima ligou para a PM (Polícia Militar) e informou que a mulher havia se suicidado. Segundo o depoimento, ele afirmou que chegou em casa por volta de 6h, discutiu com a mulher e foi dormir.

De acordo com o PM, ele foi acordado pelo barulho de um tiro, levantou e encontrou Larissa caída no banheiro, baleada na cabeça.

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Ainda segundo o agente, a arma utilizada pela mulher estava caída ao lado do corpo. Ele afirma que o objeto era particular dele e que deixava a arma na gaveta em uma cômoda do quarto.

A família de Larissa, porém, contesta a versão e diz não acreditar que ela tenha tirado a própria vida. Segundo a avó da vítima, a jovem enviou uma mensagem por volta de 9h em que dizia ter se separado do policial.

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Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que investiga as circunstâncias do ocorrido e que exames periciais já foram solicitados. Segundo a pasta, o caso foi registrado como morte suspeita.

Outro lado

A defesa de Vinicius Costa Silva, representada pelo advogado Roberto Montanari, nega autoria e afirma que o policial "jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa". A nota enviada à CNN ainda cita a existência de registros em que Larissa teria manifestado pensamentos suicidas anteriormente.

"Vinicius confia que os depoimentos, os elementos documentais, as conversas anteriormente mencionadas e, principalmente, os exames e laudos periciais permitirão esclarecer de forma objetiva a dinâmica dos acontecimentos e demonstrar que não praticou qualquer crime contra Larissa."

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo