Quem era Guilherme, jovem negro morto por engano por policial militar em SP

"Sei que nada trará meu grande amor de volta, mas que a justiça seja feita", disse esposa à CNN

Thomaz Coelho, Vitor Bonets e Giovanna Machado, da CNN*, em São Paulo
Vítima tinha 26 anos e havia casado recentemente
Junto com a bolsa de Guilherme, foram encontradas a carteira, o telefone celular e suas chaves.   • Reprodução/ Redes Sociais
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Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, foi morto por engano por um policial militar no bairro de Parelheiros, zona sul de São Paulo. Ele foi atingido na cabeça após o agente reagir a uma tentativa de assalto da qual Guilherme não participava.

Guilherme era casado e trabalhava como marceneiro. Segundo a esposa, Stephanie dos Santos Ferreira Dias, o jovem era uma pessoa dedicada à família, à igreja e ao trabalho.

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“Ele era o homem da minha vida, minha força, meu refúgio. Era um bom filho, irmão e marido. Ele seguia os caminhos do Senhor. Era de casa para o trabalho e de casa para a igreja”, disse à CNN.

O casal planejava celebrar o aniversário de dois anos de casamento no próximo mês, com uma viagem, além de reformar a casa e ter o primeiro filho. “Sei que nada trará meu grande amor de volta, mas que a justiça seja feita", declarou Stephanie.

No momento em que foi atingido, Guilherme carregava uma bolsa com um livro, remédios, itens de higiene e uma marmita. Ele também estava com sua carteira, celular e chaves.

O policial, preso em flagrante após a morte, pagou uma fiança de R$6.500 e foi liberado.

Segundo informações da SSP, o policial efetuou disparos para dispersar um grupo de suspeitos que estavam em motocicletas e teriam se aproximado dele para realizar um assalto. Em seguida, ainda no local, o agente da Polícia Militar viu Gabriel se aproximando e atirou novamente.

*Sob supervisão de AR.