Ribeirão Preto (SP) decreta emergência após temporais; uma pessoa morreu

Prefeitura declarou estado de calamidade pública e informou que gabinete de crises foi acionado

Julia Naspolini e Larissa Soave, da CNN Brasil*, Rafael Saldanha, da CNN Brasil, Yasmin Silvestre, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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A prefeitura de Ribeirão Preto (SP) decretou emergência e estado de calamidade pública, nesta sexta-feira (24), após a cidade sofrre com danos causados por fortes chuvas e ventos intensos. Um idoso de 90 anos morreu após um desabamento.

Segundo a Defesa Civil do Estado, as tempestades provocaram rajadas de vento de até 70 km/h, com acumulados de chuva em torno de 30 mm, e foram decisivas para instalação de um gabinete de crises.

A situação na região

A Defesa Civil emitiu alerta via SMS às 5h31. Na região metropolitana de Ribeirão Preto, em Pradópolis (SP), foi registrado uma rajada de 121 km/h às 6h.

Três equipes da Defesa Civil do Estado estão em deslocamento para os municípios de Ribeirão Preto, Guariba e Taquaritinga, que também enfrentam consequências de fortes chuvas.

O Corpo de Bombeiros registrou, além de uma morte, duas pessoas com ferimentos leves, que já foi socorrida. Até o momento, foram contabilizadas mais de 300 ocorrências, a maior parte relacionada a queda de árvores.

Ocorrências registradas

A Avenida Bandeirantes (Rodovia SPA-325/322) em Ribeirão está interditada, entre a cidade e Sertãozinho (SP), devido à queda de uma árvore sobre a pista. A ventania também causou o desabamento da estrutura de uma academia, no bairro Vila Amélia.

Em coletiva de imprensa, a Prefeitura ainda informou que várias unidades de saúde estão sem funcionamento, mais de 50 semáforos ficaram desligados e 3 das 14 estações de energia da CPFL estão sem funcionar.

Os serviços do programa Bom Prato em Ribeirão Preto foram suspensos temporariamente e, segundo o Governo de São Paulo, serão normalizados assim que as condições de iluminação e deslocamento da equipe forem restabelecidas.

Falta de energia

A Defesa Civil também informou que Ribeirão Preto é uma das cidades do estado com registros de interrupção no fornecimento de energia elétrica.

O vídeo abaixo mostra o apagão enfrentado pelos moradores durante as chuvas, com presença de granizo e fortes rajadas de vento.

Créditos: Cidades Online - Jaboticabal e Região

Ajuda humanitária

O Governo de São Paulo enviou ajuda humanitária para a região de Ribeirão Preto e acionou um plano de contingência na área de Saúde, para garantir a continuidade do atendimento aos pacientes da região. O atendimento será feito pela Defesa Civil e pelo Fundo Social de São Paulo.

O plano de contingência conta com atuação integrada do Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto, da regulação estadual, da secretaria municipal de saúde e das unidades hospitalares de referência.

“Todos os hospitais da região foram acionados para compor uma retaguarda robusta e garantir o atendimento em saúde. A rede está mobilizada, preparada e organizada para absorver os casos de urgência e emergência”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.

Até o momento, relataram impactos o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, o Hospital Estadual de Ribeirão Preto (HERP), a Beneficência Portuguesa, a Santa Casa de Ribeirão Preto, o Hospital Santa Lydia, a Santa Casa de Sertãozinho e os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) de Ribeirão Preto e Taquaritinga. Para atuar como retaguarda estão os serviços:

  • Santa Casa de São Carlos;
  • Hospital Universitário de São Carlos;
  • Hospital Estadual de Américo Brasiliense;
  • Hospital Carlos Fernando Malzoni, em Matão.

Pacientes que não conseguiram comparecer a consultas e exames agendados nesta sexta-feira em unidades estaduais, como hospitais e AMEs, terão seus atendimentos reagendados a partir da próxima semana. As unidades responsáveis farão contato para informar as novas datas.

Previsão

De acordo com o monitoramento do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a área de chuva mais intensa que atuou sobre Ribeirão Preto (SP) já se desloca em direção ao sul de Minas Gerais.

Contudo, novas instabilidades avançam para o oeste paulista, nas regiões de Presidente Prudente e Marília.

*Sob supervisão de Beto Souza