São Sebastião faz treinamento de evacuação para moradores de áreas de risco

Moradores de áreas de risco em São Sebastião participam de treinamento para conhecer rotas de evacuação e locais seguros nesta quinta

Lauryn Amaral e Ana Clara Machado, da CNN Brasil*, em São Paulo
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O treinamento para preparação de moradores de São Sebastião para evacuação em áreas de risco e com episódios antecedentes de deslizamento de terra e alagamentos, feito pela Prefeitura de São Sebastião com a Defesa Civil , terá a primeira simulação no bairro Maresias, nesta quinta-feira (27).

A ação busca levar a Defesa Civil para as comunidades que podem ser afetadas, para garantir que os moradores conheçam rotas de evacuação e quais locais são seguros para irem em caso de situações de risco.

As equipes da Defesa Civil começam o treinamento às 8 horas da manhã, com a simulação de evacuações previstas para às 9 horas. 

Quando as equipes e a população chegarem ao local seguro, localizado na EM Prof.ª Edileusa Brasil Soares de Souza, receberão orientações e informações sobre prevenção, projetos desenvolvidos pela Defesa Civil e formação dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs), com conclusão do treinamento previsto para às 11 horas.

A Defesa Civil vai realizar o Simulado de Evacuação em outros bairros e disponibilizou o calendário oficial à CNN Brasil. Confira:

A Defesa Civil destaca ainda que é essencial que os moradores participem da ação, para preparo da comunidade em situações de emergência e explica que a iniciativa busca transformar informação e treinamento em maior capacidade de resposta, fortalecendo as ações de prevenção e segurança nos bairros que possuem áreas de risco.

Relembre o histórico da região

Entre a noite de 18 e a madrugada de 19 de fevereiro de 2023, último dia do Carnaval, São Sebastião registrou cerca de 680 milímetros de chuva em apenas 24 horas, o maior volume já medido no Brasil nesse intervalo. 

O deslizamento deixou 64 mortos e já havia alertas antes do desastre. Estudos técnicos e análises territoriais indicavam a vulnerabilidade das encostas e das áreas sujeitas a alagamentos no litoral norte paulista, cenário agravado pela ocupação irregular e pela supressão de vegetação.

Três anos após o desastre, a tragédia da Vila Sahy segue como alerta que eventos extremos não seguem calendário e que a prevenção precisa ser contínua.