Segurança de adega é denunciado por morte de empresário em Guarulhos (SP)
Prisão temporária foi decretada após empresário ser abandonado e levado a hospital como indigente

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou David Ferreira, de 45 anos, segurança de uma adega em Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo. O homem é suspeito de agredir o empresário Paulo Vinicius dos Santos, que morreu em decorrência dos ferimentos. A Justiça de São Paulo já havia decretado prisão temporária contra ele.
O caso teve início na saída de uma adega em Guarulhos. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Paulo Vinicius dos Santos parece discutir com David Ferreira. Em seguida, o segurança desferiu um soco no rosto do empresário. A vítima caiu e bateu a cabeça no chão.
Segurança é preso após morte de empresário agredido em adega de SP
Paulo Vinicius dos Santos morreu após cinco dias internado, devido a traumatismo craniano causado pela batida da cabeça no chão. A defesa da família manifestou alívio com a prisão do agressor. A vítima era considerada o pilar familiar e deixou dois filhos, de 14 e 7 anos.
O que se sabe sobre a morte do empresário que foi agredido por segurança
O crime ocorreu na madrugada do dia 20 de outubro. Segundo a defesa da família da vítima, após a agressão, os documentos de Paulo foram furtados e ele foi levado a uma unidade de saúde como indigente, o que teria dificultado a localização e a transferência para um hospital particular.
A denúncia
A denúncia do MPSP se concentrou na agressão, no abandono da vítima e nas consequências causadas pela falta de socorro e pelo furto de seus documentos.
Foi tratado como indigente, diz defesa da família de empresário morto em SP
O promotor Rodrigo Merli Antunes denunciou o segurança por homicídio triplamente qualificado. A denúncia ressalta que o segurança tinha dever legal de agir e que sua omissão foi relevante, caracterizando homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e dificultando a defesa da vítima.
O acusado está em prisão temporária e poderá ter a prisão preventiva solicitada. O promotor também investiga se funcionários da adega induziram a agressão e se serão responsabilizados por omissão de socorro.

