Sem falar português, marroquina faz sinal de socorro e é salva em SP

Vítima de violência doméstica não falava português e fez o gesto internacional para pedir ajuda de policiais em casa na Vila Maria, zona norte da capital

Larissa Soave, colaboração para a CNN Brasil, Adriana De Luca, da CNN Brasil, em São Paulo

Uma mulher marroquina foi resgatada pela PM (Polícia Militar), nesta sexta-feira (23), após realizar o sinal internacional de pedido de socorro em um caso de violência doméstica na Vila Maria, zona Norte de São Paulo. As informações foram confirmadas pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

A vítima não falava português e utilizou o gesto – que consiste em dobrar o dedão e fechar a mão com os outros quatro dedos – quando percebeu a aproximação dos policiais. O pedido foi registrado pelas câmeras corporais.

Pedido de ajuda

A denúncia foi registrada pela filha de 13 anos do suspeito, que acionou a polícia pelo telefone 190.  As autoridades também foram acionadas por uma funcionária da ONU (Organização das Nações Unidas), que atua no apoio a refugiados e recebeu um pedido de ajuda da mulher.

Quando os policiais chegaram ao local, a vítima abriu a janela e fez o gesto pela primeira vez. Diante do sinal, os agentes entraram na casa para prestar ajuda. Em um segundo cômodo, ela repetiu o sinal, que foi gravado pelas câmeras.

Segundo relato da corporação, o suspeito apresentou comportamento alterado e violento, o que dificultou a ação policial, e por isso foi algemando, sendo mantido afastado da vítima.

Veja mais detalhes da ocorrência abaixo

Comunicação e medidas protetivas

A equipe permaneceu no local para prestar assistência à mulher, que foi levada à delegacia. Os agentes contaram com apoio da funcionária da ONU e também com o uso de um tradutor online, para viabilizar a comunicação com a vítima.

As imagens abaixo mostram as frases traduzidas pela mulher e pelos agentes para comunicação. Nelas, a vítima afirma que o homem tirou todos seus documentos e que quer reunir seus pertences e do filho.

A vítima e o filho recém-nascido foram encaminhados a um serviço de acolhimento e foram solicitadas medidas protetivas de urgência à Justiça.

A ocorrência foi registrada na 4ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), responsável pela investigação do caso, onde o homem foi ouvido, mas não foi autuado em flagrante. O caso segue sob investigação.