Sétimo suspeito da morte do PM Cabo Santana é preso em SP
Indivíduo procurado desde fevereiro foi preso no Capão Redondo após tentar fugir da polícia; ele também estava com carro furtado

Mais um suspeito de envolvimento na morte do cabo da PM Fabrício Gomes de Santana foi preso, na noite desta segunda-feira (20) no Capão Redondo, zona Sul da capital paulista. O indivíduo, que era procurado pela Justiça desde fevereiro deste ano, foi preso após tentar fugir de uma abordagem policial.
Segundo a PM (Polícia Militar), as equipes do Caep (Comando de Ações Especiais de Polícia) patrulhavam a Estrada do M'Boi Mirim quando avistaram um veículo trafegando na contramão.
Ao notar a presença da viatura, o motorista demonstrou nervosismo, desobedeceu à ordem de parada e iniciou uma fuga pelas ruas da região. O acompanhamento terminou apenas em uma via sem saída, a Rua Justino Rodrigues da Conceição, onde o condutor foi abordado.
Durante a vistoria no automóvel, os agentes verificaram que o veículo apresentava indícios de adulteração nos sinais identificadores e constataram que o carro havia sido furtado em maio de 2025.
Ao consultarem os sistemas policiais, descobriram que o homem possuía um mandado de prisão preventiva expedido no dia 6 de fevereiro por participação no homicídio do policial militar.
Ele foi encaminhado ao 47º Distrito Policial, do Capão Redondo, onde permaneceu preso em cumprimento ao mandado e também autuado pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Relembre o caso
O cabo da Polícia Militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desapareceu na primeira semana de janeiro, período em que estava de férias, semanas antes da data em que seu casamento estava marcado.
O desaparecimento ocorreu logo após ele se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas na Avenida dos Funcionários Públicos, na zona sul de São Paulo.
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Horas depois, ele foi atraído para um novo encontro em uma adega, onde foi rendido, desarmado por criminosos e submetido a um "tribunal do crime".
O veículo da vítima, um Ford Ka, foi encontrado carbonizado na cidade de Itapecerica da Serra. O corpo do policial foi localizado dias depois enterrado em uma área de mata em um sítio no bairro do Cipó, em Embu-Guaçu.

A identificação inicial foi feita por familiares através das roupas e de uma aliança com o nome da esposa, sendo posteriormente confirmada por exames periciais e laudos do IML (Instituto Médico Legal).
Antes da prisão no Capão Redondo, as investigações já haviam resultado na prisão de outros seis suspeitos, incluindo o dono do sítio onde o corpo foi desovado e Gilvan, proprietário do bar onde o policial foi visto com vida pela última vez e do imóvel apontado como o local do cativeiro.
As forças de segurança do estado de São Paulo seguem atuando para identificar e prender todos os envolvidos no caso.


