SP: denúncia de amante ajuda polícia a prender mãe e padrasto por estupro

Casal teve a prisão convertida em preventiva na última quinta-feira (11), em Ribeirão Preto, interior de SP; criança, que possui apenas 3 anos, foi acolhida pelo Conselho Tutelar e pai tenta reassumir os cuidados da menor

Yasmin Silvestre, Vitor Bonets e Khauan Wood, da CNN Brasil*, São Pauo
Mãe e padrasto por estupro de criança. Imagem ilustrativa  • Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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Uma mulher de 22 anos e um homem de 23 foram presos e tiveram a prisão convertida em preventiva na última quinta-feira (11), por suspeita de abuso sexual contra a filha dela, uma criança de apenas três anos.

O caso aconteceu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo e o casal foi detido na quarta-feira (10). No entanto, o nome dos dois ainda não foi divulgado.

O crime veio à tona após o amante da própria mulher realizar a denúncia depois de encontrar o celular dela com imagens e conversas que, segundo a polícia, documentavam atos sexuais envolvendo o casal e a menina.

“Pedimos o mandado de busca, o juiz autorizou a apreensão dos celulares e a realização da perícia. Durante o cumprimento, constatamos que as mensagens e imagens estavam tanto no aparelho dela quanto no dele. Eles receberam voz de prisão e foram autuados em flagrante”, afirmou a delegada Michela Regazzi, responsável pelo caso.

A criança foi acolhida pelo Conselho Tutelar, já que não possui familiares maternos em Ribeirão. O pai, que vive em outra cidade, está em tratativas com a Vara da Infância e Juventude para conseguir a guarda da menor.

“Tudo indica que nas próximas horas a criança será entregue ao pai”, concluiu a delegada.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o caso foi registrado como estupro de vulnerável pela Delegacia de Defesa da Mulher.

Em nota, disse que “demais detalhes serão preservados por se tratar de crime sexual”. A Polícia Militar informou que não foi acionada e que toda a investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) declarou que o processo corre sob segredo de justiça e, por isso, não pode confirmar nenhuma informação sobre os autos.

*Sob supervisão de AR.