SP: “Justiça ainda não foi feita”, diz pai de jovem morta em latrocínio
Lucas Munhoz fez a declaração após suspeito do crime ter sido preso nesta terça-feira (18); Beatriz Munhos, de 20 anos, foi baleada na cabeça durante um assalto em 1° de novembro

O pai da jovem Beatriz Munhos, de 20 anos, morta com um tiro na cabeça durante um assalto em São Paulo, afirmou que a prisão do suspeito de efetuar os disparos ainda não traz sensação de justiça para a família. O suspeito foi encontrado pela polícia nesta terça-feira (18), no município de Mirante, localizado a cerca de 490 km de Salvador (BA).
Segundo Lucas Munhos, a prisão ameniza levemente a dor do luto, mas não representa justiça.
“Ele não matou apenas a minha filha, matou a mim, minha esposa, o namorado dela. Matou todos os meus possíveis netos e sonhos juntos. A prisão apazigua a dor, mas a justiça só será feita quando ele for realmente punido e julgado”, disse.
Ele afirma que a família tem vivido dias de muita dor, de ausência e vazio profundo.
"Quando o rapaz decidiu atirar na cabeça dela na nossa frente e ceifar a sua vida, ele acabou com a gente (família) também."
Veja o relato:
O pai de Beatriz contou que está "sutilmente calmo", mas que a vivência do luto é muito pessoal e de altos e baixos.
Lucas ainda destacou o trabalho realizado pela Polícia Cívil durante a identificação e prisão dos suspeitos. "A polícia tem feito um trabalho exemplar, mas agora cabe a Justiça do nosso país penalizar adequadamente."
À CNN Brasil, Munhoz encerrou a declaração fazendo um apelo para que o caso sirva de alerta e não se repita com outras famílias.
A prisão
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta terça-feira (18), o homem apontado como o autor do disparo que matou a estudante Beatriz Munhos no dia 1º deste mês, na zona Leste da capital paulista. Segundo a polícia, o suspeito foi preso no município de Mirante, localizado a cerca de 490 km de Salvador (BA).
Conforme indicado pela SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o autor, de 23 anos, possuía três registros na polícia por roubo, sendo que duas ocorrências foram quando ele ainda era adolescente. A transferência do homem indiciado foi solicitada e ele deve ser encaminhado ao sistema prisional paulista.
O segundo suspeito de participar da morte da jovem já havia sido preso dois dias depois do crime. Lucas Kauan da Silva Pereira, de 18 anos, estaria pilotando a motocicleta no momento do assalto.
O caso
A jovem de 20 anos morreu após ser baleada na cabeça durante um assalto na noite de 1° de novembro, no bairro de Sapopemba, zona Leste de São Paulo.
Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), a vítima, junto do pai e do namorado, aguardava um suposto comprador de um drone, quando dois suspeitos em uma motocicleta anunciaram o roubo.
Durante a ação, o pai da vítima teve o celular roubado, e, então, a jovem usou spray de pimenta contra os suspeitos, que reagiram efetuando o disparo. Ela foi socorrida ao Hospital Estadual de Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A jovem foi assassinada na frente do pai e do namorado dela. Após o crime, os suspeitos fugiram, deixando para trás uma bolsa térmica semelhante à usada por entregadores.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

