SSP alerta sobre golpe digital com falsa intimação; veja como identificar
Criminosos se passam por representantes do órgão de segurança pública de São Paulo para solicitar informações e cometer fraudes diversas

A SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) emitiu um alerta nesta quinta-feira (2) sobre uma nova modalidade de golpe digital em que criminosos se passam por representantes do órgão para roubar dados pessoais da população.
A pasta afirma que, nos últimos dias, atendeu diversos cidadãos que foram alvos dos golpistas por meio de ligações telefônicas e e-mails.
De acordo com a SSP, as mensagens e ligações falsas informam à vítima que ela deve comparecer a um endereço da secretaria para prestar um suposto depoimento.
A justificativa usada pelos criminosos para atrair a atenção das vítimas é uma falsa alegação de que os dados do cidadão estariam sendo utilizados ilegalmente para a obtenção de cartões de crédito em instituições financeiras.
Durante as ligações, os estelionatários pedem que a vítima "confirme" seus dados pessoais sob o pretexto de garantir que estão falando com a pessoa certa. É neste momento que o roubo de informações acontece.
Com as informações das vítimas em mãos, a quadrilha passa a utilizar os dados para cometer uma série de delitos, como a abertura de contas bancárias, contratação de financiamentos e créditos, realização de compras e fraudes em benefícios sociais.
Saiba como se proteger
A SSP reiterou que não promove esse tipo de contato com o cidadão e pede atenção redobrada da população ao receber chamadas de números desconhecidos.
A principal recomendação do órgão é que nenhum dado pessoal seja repassado por telefone a desconhecidos.
Caso você receba uma ligação com esta abordagem, a orientação oficial é:
- Não forneça ou confirme qualquer dado pessoal.
- Desligue e registre imediatamente um boletim de ocorrência.
- O registro pode ser feito em uma delegacia física ou pela internet, por meio da Delegacia Eletrônica.
- Ao fazer o B.O., forneça o máximo de detalhes possível às autoridades, incluindo o número de telefone que originou a chamada, o horário, a duração da conversa e quais dados os criminosos tentaram solicitar.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


