STJ começa a julgar hoje pedido para que Nardoni e Jatobá voltem à prisão
Recurso foi protocolado por associação que alega que o ex-casal não teria seguido as medidas impostas pela Justiça para continuarem no regime aberto
O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) começou a julgar nesta quinta-feira (27) um pedido feito pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá voltem à prisão.
Os dois foram condenados a penas de 30 e 26 anos de prisão pelo assassinato da menina Isabella Nardoni, de apenas 5 anos. Ela era filha de Alexandre e enteada de Jatobá. O crime aconteceu em 2008. Atualmente, os dois cumprem pena em regime aberto.
Em entrevista à CNN Brasil, Angelo Carbone, advogado da associação, alega que os condenados teriam descumprido medidas impostas pela Justiça para permanecerem em liberdade.
O recurso da associação foi apresentado após uma petição ser assinada por dois mil moradores do bairro onde Alexandre mora. Ele foi visto circulando após às 18h na região, o que seria um descumprimento da regra para a progressão da pena.
Ainda segundo o advogado, Anna Carolina teria recebido benefícios diferentes das outras presas enquanto ainda cumpria pena em regime fechado, e não teria cumprido a sentença devidamente estabelecida pela Justiça.
O advogado cita um colchão usado por ela que seria diferente do que normalmente é concedido nas penitenciárias, além dela ter ficado em um cargo de direção das presas, o que teria auxiliado na saída dela da cadeia.
"Com esses benefícios, ela saiu indevidamente, ela saiu antes do tempo. E a gente bate na tecla que ela de verdade não cumpriu a obrigação", afirma o advogado.
O recurso ficará em julgamento no plenário virtual do STJ até a próxima quarta-feira (2). O ministro relator que analisa o caso é o magistrado Ribeiro Dantas.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa do ex-casal. O espaço segue aberto.
Petição ao MP
A associação também entrou com uma petição no Ministério Público de São Paulo para que o inquérito policial seja revisto novamente. O objetivo seria identificar supostas fraudes no processo relacionados a Antônio Nardoni, avô de Isabella e pai de Alexandre.
O MPSP informou que recebeu a representação pela reabertura e o que o pedido está sendo analisado.
Relembre a morte de Isabella Nardoni
Alexandre Nardoni foi condenado pelo assassinato de sua filha Isabella Nardoni, de 5 anos, em 2008. A então esposa dele, Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, também foi condenada.
Isabella Nardoni foi jogada do sexto andar do prédio onde o casal morava, na zona Norte de São Paulo. A investigação revelou que Isabella foi agredida por Anna Carolina Jatobá, que a esganou e a asfixiou. Alexandre, em seguida, teria cortado a rede de proteção e jogado a menina. Isabella morreu a caminho do hospital.


