Suspeito de ferir mulher durante ataque a ônibus em SP é preso
Crime ocorreu no dia 27 de junho, na Avenida Washington Luiz; Desde 12 de junho, 269 coletivos do sistema municipal foram vandalizados só na capital
Um homem suspeito de um ataque a ônibus que deixou uma passageira ferida após ser atingida com uma pedrada no rosto, em São Paulo, foi preso na noite de domingo (6).
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o crime ocorreu no dia 27 de junho, na Avenida Washington Luiz, Zona Sul da capital. A pedrada deixou a mulher com múltiplas fraturas em ossos da face, além dela ter corrido risco de vida. O homem foi identificado e preso pela Polícia Civil em cumprimento a um mandado de prisão.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que ocorre o ataque. É possível ver que o suspeito desce de um carro vermelho, que foi apreendido, e atira a pedra em direção ao ônibus. Veja o vídeo:
De acordo com a SPTrans, desde 12 de junho, 269 coletivos do sistema municipal foram vandalizados. Entre os casos, cinco teriam acontecido entre a tarde de domingo (6) e a madrugada desta segunda-feira (7).
A CNN pediu um número consolidado de todos os presos por conta dos ataques para a SSP, mas a pasta afirmou que não tem esse dado.
Ataques a ônibus em SP passa de 450 veículos depredados em um mês
O movimento de vandalismo ocorreu de forma distribuída por todas as regiões de São Paulo. Veja posicionamento da SMT e SPTrans sobre a onda de ataques abaixo:
"A Secretaria Municipal de Mobilidade e Urbana Transporte (SMT) e a SPTrans reiteram o repúdio aos atos de vandalismo registrados no sistema de transporte e seguem fornecendo todas as informações necessárias para auxiliar nas investigações.
A SPTrans reforça a orientação para que as concessionárias comuniquem imediatamente todos os casos à Central de Operações e formalizem as ocorrências junto às autoridades policiais.
Cabe ressaltar que a empresa é obrigada a encaminhar o veículo para manutenção, substituindo-o por outro da reserva técnica, que realizará a próxima viagem programada, garantindo a continuidade do serviço prestado aos passageiros. Caso isso não ocorra, a empresa é penalizada pela viagem não realizada."
Envolvimento do PCC nos ataques
A Polícia Civil de São Paulo havia informado em coletiva realizada na última quinta-feira (3) que, até o momento, não há indícios de participação de facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), nos ataques a ônibus registrados na capital, Grande São Paulo e litoral.
“Temos ônibus de diferentes empresas atingidos, em locais e horários variados, o que nos leva a crer que não há padrão definido e nem envolvimento de organização criminosa”, afirmou o delegado Ronaldo Sayeg, diretor do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais).
A Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) também está envolvida na investigação para monitorar se há envolvimento de criminosos em plataformas digitais.
Operação Impacto a Coletivos
De acordo com a PMSP (Polícia Militar do Estado de São Paulo), até quinta feira (3), 8 pessoas haviam sido presas na Operação Impacto a Coletivos. A ação policial é focada no enfrentamento aos crimes contra ônibus e ao transporte público na capital.
Ainda segundo a polícia, as ações foram conduzidas com a utilização de diversas viaturas operacionais, especialmente motocicletas, que garantiram maior mobilidade e resposta rápida em áreas de maior vulnerabilidade. Segundo a nota, houve uma redução significativa nas ocorrências de depredação de coletivos.
Veja os números da operação:
- 8 pessoas presas, sendo 2 procuradas pela Justiça
- 217 motocicletas vistoriadas, com 131 removidas
- 1.617 automóveis vistoriados, dos quais 8 foram removidos e 2 localizados
A PM também informou que o setor de inteligência da corporação atua de forma integrada para identificar os autores e a motivação dos ataques, diante da suspeita de que os atos possam estar sendo organizados pela internet.
*Sob supervisão


