Vídeo: PM usa arma laser para dizer que matou Leandro Lo em legítima defesa

Henrique Otavio Oliveira Velozo alega que só atirou no lutador em reação à uma agressão; o caso ocorreu em agosto de 2022

Khauan Wood e Bruna Lopes, da CNN Brasil*, em São Paulo
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O policial militar Henrique Otavio Oliveira Velozo, de 33 anos, usou uma arma falsa com mira laser para mostrar ao Tribunal do Júri que matou o lutador Leandro Lo em legítima defesa. O caso aconteceu em 7 de agosto de 2022 e o PM foi absolvido pela maioria dos votos dos jurados no último dia 14 de novembro, após o entendimento de que ele apenas atirou para se defender.

Henrique já foi oficialmente reintegrado ao contingente da PMSP (Polícia Militar de São Paulo) e retomou a sua patente de tenente na última terça-feira (18).

No vídeo o advogado de defesa solicita à juíza que entregue o simulacro ao tenente para que ele demonstre a sequência da briga e a utilização da arma.

No vídeo o advogado de defesa solicita à juíza que entregue o simulacro ao tenente para que ele demonstre a sequência da briga e a utilização da arma.

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Henrique então mostra ao júri que só atirou no campeão de jiu-jitsu porque reagiu à uma agressão. Ele alega que Leandro estava acompanhado de outros quatro lutadores de artes marciais.

Veja o vídeo:

Saiba a versão do policial militar

O tenente afirma que, minutos antes do ocorrido, estava indo em direção ao palco do show quando foi abordado pelo grupo de Leandro Lo.

De acordo com Henrique, um dos amigos do lutador pergunta a ele: “você não é aquele bichão policial do Mahau?”.

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O PM afirma que depois disso chamou os rapazes para ir a um camarote para que conversassem. quando, segundo ele, Leandro coloca uma bebida sobre a mesa e desfere um golpe conhecido como “baiana” para derrubar o tenente.

O policial conta que ficou com a mão direita em sua arma durante todo o tempo da ação.

Segundo Henrique, ele caiu no chão e o lutador o imobilizou e logo em seguida o policial teria perdido a consciência por alguns segundos.

Ao recuperar as faculdades mentais, o PM teria levantado e, de acordo com ele, Leandro Lo fez a simulação de que daria outro golpe.

Neste momento, Henrique conta que sacou a sua arma e atirou. Logo depois, o campeão de artes marciais caiu, já desacordado.

A absolvição do policial

O ex-tenente da PM Henrique Otavio Oliveira Velozo, acusado pelo homicídio do lutador Leandro Lo, foi absolvido pelo júri nesta sexta-feira (14). O Conselho de Sentença entendeu que o militar agiu em legitíma defesa.

Em relato à CNN Brasil, Guilherme Drabovski, advogado que faz parte do Escritório Dalledone, da defesa do PM, confirmou a absolvição. Leandro Lô Pereira do Nascimento morreu após ser baleado na cabeça em um show na Zona Sul de São Paulo, na madrugada do dia 7 de agosto de 2022, no Esporte Clube Sírio.

A defesa do réu alegou, desde o início da ação penal, que o policial se defendeu do lutador e apontou contradições nos relatos das testemunhas, o que contribuiu para a decisão do júri.

O julgamento começou na última quarta-feira (12), no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, e teve a duração de três dias.

Leia abaixo a nota da defesa do militar absolvido:

"O escritório Dalledone & Advogados Associados informa que, após três dias intensos de julgamento, o Tribunal do Júri absolveu, na noite desta sexta-feira (14), o tenente Henrique Velozo, acusado pela morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo. O advogado Cláudio Dalledone Junior destacou que as provas trazidas ao processo demonstraram que o policial se defendeu do lutador. “Desde o início, a defesa demonstrou, por meio de provas e análises técnicas, que Henrique Velozo agiu em legítima defesa, depois de ser agredido e desmaiado por Leandro Lo”, explicou. Durante o julgamento, a defesa também destacou contradições nos relatos de testemunhas. “Nada encaixava com a dinâmica real dos fatos. E foi justamente isso que a defesa conseguiu expor ao longo do julgamento. Testemunha após testemunha, mostramos que o próprio conjunto probatório desmontava a versão inicial. A absolvição de hoje é o reconhecimento de que a verdade prevaleceu”, disse o advogado Renan Canto. Com a absolvição, o tenente Henrique Velozo deixa o plenário como integrante da Polícia Militar e inocente das acusações que pesavam contra ele. “Leandro Lo foi um grande campeão e isso precisa ser reconhecido. Mas também é necessário reconhecer que, infelizmente, ele foi o responsável por essa tragédia”, finaliza Dalledone. O escritório Dalledone & Advogados Associados está à disposição para entrevistas e esclarecimentos".

*Sob supervisão de Tonny Aranha