Vídeo: Veja últimos momentos de empresário antes de ser sequestrado em SP

Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, sumiu na noite da última quinta-feira (16) em Carapicuíba, na Grande São Paulo, e foi vítima de emboscada armada por criminosos; corpo foi encontrado nesta quinta-feira (23)

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Adriana De Luca, da CNN Brasil, em São Paulo
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Câmeras de segurança flagraram os últimos momentos antes do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, ser sequestrado e desaparecer na noite da última quinta-feira (16) em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Nas imagens, é possível ver o homem ao entrar no elevador de um prédio e descer até o estacionamento. Ele aparenta mexer nas redes sociais. Ao chegar no subsolo do edifício, ele entra em um carro e sai do local. Veja imagens abaixo:

Às 21h, ele foi visto em um bar na Estrada da Fazendinha acompanhado por um conhecido apelidado de "Fumaça", que, posteriormente, apresentou à polícia diversas versões contraditórias sobre o sumiço do comerciante.

O carro de Marcelo, que é blindado e foi encontrado com diversas marcas de calçados no capô e no para-brisa, foi abandonado às 22h50 na Rua das Andorinhas.

Testemunhas relataram que um homem desconhecido, alto, magro, vestindo blusa preta, capuz azul e calça jeans clara, abandonou o automóvel no local e saiu correndo. 

Buscas pelo empresário

Durante o sétimo dia de buscas pelo empresário, um corpo foi encontrado nesta quinta-feira (23) em um rio, no município de Cotia (SP). A SSP (Secretaria de Segurança Pública) confirmou que o corpo é do empresário. Ele será levado para o IML (Instituto Médico Legal) e passará por perícia.

A vítima foi morta após ser sequestrada na última semana. Três homens estão presos e a polícia procura um quarto que está foragido.

Segundo as investigações, ele teria sido atraído por um amigo para uma embosca. A principal suspeita é que o crime tenha sido cometido por desentendimento financeiro.

Investigações

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que Marcelo já vinha sendo alvo de chantagens por parte do amigo. O delegado Fabiano Barbeiro afirmou que o comerciante fazia repasses financeiros ao suspeito havia algum tempo, mas havia decidido interromper os pagamentos.

Ainda de acordo com a polícia, os cerca de R$ 8 mil transferidos no dia do crime foram apenas a "última tacada" dos criminosos e não a principal motivação da ação. A vítima foi levada a um imóvel ao qual o investigado tinha acesso, onde foi amarrada, amordaçada e mantida refém por cerca de duas horas.

Durante esse período em cativeiro, o comerciante foi obrigado a realizar transferências de valores de sua conta bancária para os criminosos.

A polícia afirma que Marcelo permaneceu vivo durante todo o período em que foi mantido em cárcere e foi levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego. Segundo o delegado, uma testemunha relatou que a vítima chegou a implorar para não ser morta, dizendo aos criminosos que poderiam ficar com o dinheiro, desde que poupassem sua vida.

Para a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam que a intenção dos suspeitos era matar Marcelo desde o início. Por isso, o caso não é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo os investigadores, a retirada do dinheiro ocorreu de forma oportunista, após a vítima já ter sido atraída para a emboscada.

A perícia encontrou vestígios de sangue tanto no imóvel usado como cativeiro quanto no carro da vítima. Até o momento, três homens foram presos por envolvimento no crime e um quarto suspeito foi identificado e está foragido. Marcelo ainda não foi encontrado.

Prisões

O primeiro suspeito foi preso pela Polícia Militar na última sexta-feira (17). Ele já possuía um mandado de prisão em aberto por outro crime.

A partir da análise de imagens de segurança e provas documentais, a Polícia Civil identificou os demais envolvidos, resultando na prisão de mais dois suspeitos no domingo (19).