Sudeste concentrou 50% dos alertas de Desastres Naturais emitidos em 2025

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais, foram emitidos cerca de 2,5 avisos no ano passado

Helena Barra, da CNN Brasil*, Thiago Félix, da CNN Brasil, São Paulo
Dados foram divulgados na última quarta-feira (14)  • Fernando Frazão/Agência Brasil
Compartilhar matéria

A região Sudeste do Brasil concentrou aproximadamente 50% dos alertas emitidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais (Cemaden) em 2025.

A unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação emitiu 2.505 alertas no ano passado, considerando 1.133 municípios monitorados. O número é o menor nos últimos seis anos. A média de avisos diários no ano passado foi de 6,86.

Os dados foram divulgados pelo Cemaden durante a reunião mensal de Avaliação e Previsão de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático em Atividades Estratégicas para o Brasil.

Dos 2,5 mil alertas, 56% (1.395) estiveram associados a alertas hidrológicos, envolvendo inundações, enxurradas e alagamentos, e 44% (1.110) associados a geo-hidrológicos, como deslizamentos de terra.

Em termos de severidade, 88% (2.212) se concentraram no nível moderado e estiveram relacionados a episódios recorrentes de chuvas. Os alertas de nível alto somaram 10%, enquanto 0,95% foram de nível muito alto.

Ocorrências de desastres

O Cemaden registrou 1.493 ocorrências de desastres em 2025 nos municípios monitorados. O número é o menor desde 2020, quando foram registradas 1.456 ocorrências, e o centro monitorava 958 municípios.

“A trajetória observada sugere que as oscilações anuais observadas refletiram predominantemente a intensidade e a distribuição espacial dos eventos geo-hidrológicos, em especial o contexto de maior exposição territorial e vulnerabilidades, além de maior capacidade de registro dos impactos associados a esses eventos”, destacou o tecnologista da Sala de Situação do Cemaden, Rafael Luiz.

Do total de ocorrências no ano passado, houve predomínio dos episódios de origem hidrológica, com 68% frente a 32% de origem geológica. A região Sudeste concentrou 43% das ocorrências.

Em termos de impacto, 89% das ocorrências foram classificadas como de pequeno porte. De acordo com o Cemaden, esses registros envolvem episódios isolados com danos restritos ao nível de ruas e bairros.

*Sob supervisão de Thiago Félix