Apagão: dois reatores pegaram fogo no Paraná

Um deles tinha aproximadamente 10 mil litros de óleo diesel; houve derramamento do combustível nas proximidades do reator que pertence à Eletrobras, provocando pontos focais de fogo

Rodrigo Monteiro, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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Dois reatores foram destruídos durante o incêndio que provocou o apagão no Brasil, na madrugada de 14 de outubro, e atingiu a subestação de Bateias, na cidade de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba (PR).

Segundo o CBMPR (Corpo de Bombeiros Militar do Paraná), um desses reatores foi totalmente destruído e o outro foi parcialmente atingido pelo fogo. Além disso, um dos equipamentos tinha aproximadamente 10 mil litros de óleo diesel.

Os bombeiros foram acionados por funcionários da Copel (Companhia Paranaense de Energia), uma empresa de geração, distribuição e fornecimento de energia do Estado do Paraná. Esses funcionários da Copel estavam no local, na hora em que o fogo começou, perto da área da usina de Bateias que tem equipamentos de várias empresas.

Bombeiros constataram chegando ao local, que a rede elétrica estava ativada e que, por segurança, foi preciso se afastar. Em seguida, houve derramamento do combustível nas proximidades do reator que pertence à Eletrobras, provocando pontos focais de fogo, que rapidamente foram controlados.

Entre os reatores, tinha ainda compartimentos que impediram que o incêndio se propagasse. Quando foi por volta das 3h56, foi dado início ao combate ao incêndio, segundo o CBMPR. Após o fogo ter sido controlado, técnicos monitoraram e o isolaram a área. Mais de 4 mil litros de água foram usados no combate às chamas.

A subestação de Bateias é uma das mais importantes do Paraná. Ela recebe energia produzida nas usinas do Rio Iguaçu e de Itaipu, e faz a transmissão para diversas regiões do estado, parte de Santa Catarina e também para o Sudeste do país.

Um dia após o incêndio, fiscais da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) foram até a subestação de Bateias para inspecionar o local e verificar os danos causados.

A ANEEL vai apurar as causas da interrupção no fornecimento de energia e as responsabilidades dos agentes envolvidos. A Agência também destacou uma equipe para ir até a base do ONS (Operador Nacional do Sistema) em Florianópolis e coletar informações sobre a atuação do operador na ocorrência.

Operador Nacional do Sistema Elétrico deve emitir em até trinta dias, um RAP (Relatório de Análise de Perturbação) no SIN (Sistema Integrado Nacional) com todos os detalhes técnicos do que aconteceu no Paraná.

Em nota, a Eletrobras informou que "A reposição das cargas se deu nos minutos seguintes após o desligamento da subestação de Bateias. Disse que vai trabalhar em colaboração com o Operador Nacional do Sistema Elétrico para identificar as causas que levaram à perturbação maior no Sistema Interligado Nacional".

A companhia não soube explicar se o segundo reator parcialmente atingido pelo incêndio também pertencia a empresa.