Casal de estrangeiros mortos em Curitiba: saiba quem é a sul-africana

Anne Leigh Mckenzie, de 27 anos, era natural da África do Sul e estava em Curitiba com o americano Ian Alexandrre Bruder Hay, de 30 anos

Beto Souza e Thomaz Coelho, da CNN, São Paulo
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Um casal de estrangeiros, identificado como Ian Alexandrre Bruder Hay e Anne Leigh Mckenzie, foi encontrado morto no último sábado (19) em um apartamento no Centro de Curitiba (PR).

Anne Leigh Mckenzie, de 27 anos, era natural da África do Sul e estava em Curitiba com o americano Ian Alexandre Bruder Hay, de 30 anos. A Polícia Civil do Paraná apura as circunstâncias do caso, com a principal linha de investigação apontando para um assassinato seguido de suicídio.

Veja as evidências do crime

Anne conheceu Ian no ano passado, durante uma viagem aos Estados Unidos. Desde então, os dois mantinham um relacionamento, embora vizinhos do prédio onde ocorreu o crime relatem que o casal era discreto e tranquilo.

Nas redes sociais, Anne mantinha dois perfis: um pessoal e outro profissional, onde divulgava seu trabalho artesanal com acessórios, como pulseiras. Ela também chegou a ter um site para vendas, que foi desativado recentemente.

No perfil pessoal, a jovem compartilhava momentos em festas, baladas e shows, mas não publicava fotos com o companheiro.

Entenda: casal morto em apartamento havia chegado no Brasil na última semana

Em 31 de outubro de 2024, Anne relatou, em uma vaquinha online, ter sido vítima de agressão nos Estados Unidos. Na publicação, ela mostrou o rosto machucado e escreveu: “Fui agredida, mantida em cativeiro e ameaçada de morte. Se alguém quiser doar para a minha causa, eu ficaria muito grata”.

Segundo familiares, Anne mantinha contato frequente por videochamadas, mas a família não tinha informações detalhadas sobre o relacionamento com Ian.

Relembre: casal de estrangeiros é encontrado morto em apartamento em Curitiba (PR)

Análise de eletrônicos é crucial para o caso

Além de armamento e das drogas, a polícia apreendeu celulares, um computador, um canivete, relógios e joias. Os dispositivos eletrônicos, em especial, foram enviados para análise pericial. A expectativa é que os dados contidos neles revelem informações sobre as atividades do casal e a motivação por trás das mortes.

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais de todo o material apreendido para dar prosseguimento à investigação. As autoridades seguem apurando o que o casal fazia no Brasil e as circunstâncias exatas que resultaram no crime, que a princípio é tratado como assassinato seguido de suicídio.