Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia
Inquérito policial que investigou a morte da irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, foi finalizado nesta sexta-feira (27)

A Polícia Civil do Paraná concluiu, nesta sexta-feira (27), o inquérito que investigava a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos. O crime ocorreu no último sábado (21), em Ivaí, na região central do Paraná.
O investigado foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
As provas reunidas pela perícia incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue encontrados nas roupas do suspeito. Além disso, os laudos apontaram a ocorrência de violência física e sexual.
O indiciamento por homicídio qualificado considerou que o crime foi cometido de forma a dificultar a defesa da vítima, além do fato de ela ter mais de 60 anos e possuir deficiência decorrente de um AVC.
Já o indiciamento por estupro qualificado levou em conta as lesões constatadas no laudo pericial.
O suspeito também foi indiciado por violação de domicílio qualificada, pois teria acessado o convento por meio de escalada.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis.
Relembre o caso
Um homem, de 33 anos, foi preso em flagrante após invadir um convento e matar a freira, de 82 anos, no sábado (21), no interior do Paraná.
Em depoimento, ele relatou que fez uso de crack e bebidas alcoólicas durante a madrugada e que, depois disso, começou a ouvir vozes que diziam para que ele matasse alguém.
O homem afirmou que pulou o muro do convento e, ao avistar a religiosa, foi questionado sobre sua presença no local. Ele respondeu que trabalhava em um evento.
Segundo o relato, Nadia não teria acreditado na versão apresentada. Nesse momento, ele a empurrou. A idosa caiu, começou a gritar por ajuda e, então, foi atacada e asfixiada.
O suspeito negou ter golpeado diretamente a cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter sofrido ferimentos em razão da queda.
Após o crime, ele deixou o local, aproximou-se de frequentadores do convento e afirmou ter encontrado a religiosa caída.
Uma das freiras que viviam no convento relatou que irmã Nadia costumava ir ao local do crime sempre após o almoço para alimentar as galinhas que ali viviam.
Uma fotógrafa que registrava um evento no monastério afirmou que foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Segundo ela, ele estava nervoso, com as roupas sujas de sangue e apresentava arranhões no pescoço.
A profissional relatou que ele reforçou a versão de que era funcionário do convento. Desconfiada, registrou discretamente parte da interação e pediu apoio a outras pessoas para acionar uma ambulância.
Enquanto a vítima era socorrida, o suspeito fugiu do local. Com base nas imagens feitas pela testemunha, o homem, que já era conhecido das equipes policiais por antecedentes criminais de roubo e furto, foi identificado.
A Polícia Militar do Estado do Paraná realizou diligências imediatas e conseguiu localizá-lo em casa. Ao notar a presença dos policiais, ele tentou fugir e, durante a abordagem, agrediu os agentes com socos e chutes. Quando questionado, admitiu a autoria do crime.
Convento lamentou o ocorrido
A Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada lamentou, em nota, a morte de irmã Nadia.
No comunicado, classificou o crime como “um ato de violência injustificável” e afirmou se solidarizar com familiares e amigos da vítima.
Irmã Nadia foi velada na tarde de domingo (22), em Prudentópolis, também no Paraná.
*Sob supervisão de Pedro Osorio


