Mais dois professores são afastados suspeitos de crimes sexuais no Paraná
Desde o início do mês, um professor e ex-vereador está preso por estupro de vulnerável e outros crimes
Mais dois professores da rede estadual de ensino de Irati (PR) foram afastados após possíveis crimes sexuais praticados contra estudantes, conforme o MP-PR (Ministério Público do Paraná). Em 8 de outubro, o professor e ex-vereador Helio de Mello foi denunciado pelos mesmos crimes.
Os professores foram afastados das funções nos dias 3 e 12 de outubro, a pedido do MP-PR. Os relatos sobre as possíveis condutas ilícitas chegaram a partir de depoimentos de alunos colhidos em escuta especializada.
Entre as condutas que estão sob investigação, estão comentários de cunho sexual, utilização de vocabulário inadequado e toques físicos injustificáveis durante as aulas que ministravam. Conforme o MP-PR, os atos configuram violações à integridade física, emocional e psíquica de diversas estudantes.
Ainda, a Promotoria de Justiça alega que os investigados se utilizariam das funções que exerciam para constranger e violar a integridade sexual, psíquica e moral das adolescentes.
Os dois estão impedidos de frequentar quaisquer unidades escolares estaduais até a conclusão das investigações e de estabelecer qualquer contato com as estudantes.
Ao final das investigações, a Promotoria de Justiça de Irati poderá oferecer denúncia criminal contra os professores, caso comprovada a prática dos atos criminosos. Os autos estão sob sigilo.
Professor e ex-vereador preso
O professor e ex-vereador Helio de Mello foi preso na última quinta-feira (9), em Guarapuava (PR). Ele era presidente da Câmara de Irati e renunciou ao cargo durante as investigações. Mello foi eleito ao cargo pela primeira vez em 2005.
Ele também foi afastado das funções como professor a pedido do Ministério Público do Paraná.
Mello foi denunciado por estupro de vulnerável e outros crimes, e é investigado por abusar sexualmente de pelo menos sete crianças e adolescentes, com idades entre 11 e 17 anos.
Os crimes teriam ocorrido entre 2017 e 2024. Além disso, uma irmã dele, que atuou como diretora na escola em que ele lecionava, também foi denunciada. No exercício do cargo, ela teria tido conhecimento de alguns dos abusos cometidos e não teria adotado qualquer providência.
Conforme o MP-PR, os abusos teriam sido praticados nas dependências do colégio em que ele atuava como professor de educação física e também fora delas. Ele oferecia presentes ou pagamentos para obter encontros e fotos íntimas das vítimas.
As apurações sobre o caso tiveram início após o Conselho Tutelar do Município receber, no dia 5 de agosto, representação anônima informando que o denunciado, na condição de professor, teria abusado sexualmente de adolescentes do sexo masculino.
A denúncia enumera 28 fatos relacionados aos crimes praticados. O professor e ex-vereador responderá pelos crimes de estupro de vulnerável, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, importunação sexual e assédio sexual.
A irmã dele foi denunciada pelos crimes de prevaricação e assédio sexual e favorecimento da exploração sexual de adolescentes, estes dois últimos na modalidade omissiva. O processo tramita sob sigilo.
A CNN tenta contato com a defesa do ex-vereador.


