Médica é condenada por falsos diagnósticos de câncer de pele no PR
Pacientes que possuíam apenas lesões benignas teriam sido induzidos ao erro através de laudos possivelmente adulterados ou pressões psicológicas

O TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) condenou a médica Carolina Fernandes Biscaia Carminatti, acusada de diagnosticar falsamente dezenas de pacientes com câncer de pele.
De acordo com a sentença, a médica realizava procedimentos cirúrgicos desnecessários, alegando urgência e cobrando valores elevados por intervenções que não eram cobertas por planos de saúde.
A Justiça condenou a Dra. Carolina por lesão corporal culposa, estelionato e exercício ilegal de profissão. A pena é estimada em mais de 10 anos de prisão.
O caso ainda cabe recurso.
As investigações alegam que muitos pacientes possuíam apenas lesões benignas. Mas, foram induzidos ao erro através de laudos possivelmente adulterados ou pressões psicológicas.
Carolina ainda teria a autorização de atuar apenas como como clínica geral sem possuir a especialidade em dermatologia ou oncologia, necessária para os diagnósticos.
Segundo o Ministério Público, muitas vítimas sofreram lesões corporais e cicatrizes permanentes em decorrência das cirurgias indevidas realizadas no rosto e em outras partes do corpo.
Carolina foi condenada por exercício ilegal de profissão, ao exercer a medicina apresentando-se como especialista sem possuir o devido registro de especialidade.
O TJ condenou também condenou a médica 21 vezes por lesão corporal culposa, por ofender a integridade corporal de pacientes, ao realizar procedimentos cirúrgicos desnecessários que resultaram em cicatrizes permanentes.
A sentença ainda condena Carolina, 32 vezes, por estelionato, ao induzir pacientes a falsos diagnósticos de câncer e lucrar através de cobranças por procedimentos particulares desnecessários.
A pena foi decidida em 11 anos, 8 meses e 25 dias de reclusão, 7 meses e 23 dias de detenção e 1 mês de prisão simples.
A Justiça ainda determina que Carolina pague uma indenização de 141 dias-multa, no valor de 1/30 do salário mínimo cada.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa da médica. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de AR.


