Médica morta no Paraná: marido é indiciado por feminicídio e abandono

João Vitor Domingues Romeiro é suspeito de ter matado a esposa e abandonado o filho, um bebê de oito meses, ao lado do corpo

Luíse Homobono, da CNN Brasil*, em São Paulo
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A PCPR (Polícia Civil do Paraná) concluiu o inquérito sobre a morte da médica Gassi Mazia, de 37 anos, em Maringá, e indiciou o marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, por feminicídio e abandono de incapaz.

O segundo crime está relacionado ao fato do filho do casal, de oito meses, ter permanecido com o corpo da mãe após o feminicídio. Segundo a polícia, o choro do neném levou vizinhos a acionarem as autoridades.

O inquérito foi encaminhado ao MPPR (Ministério Público do Paraná), que já acompanhava o caso. Segundo o órgão, deverá ser oferecida denúncia e requerida a manutenção da prisão preventiva do investigado nos próximos dias.

Relembre o caso

A médica Gassi Mazia foi encontrada morta dentro de um apartamento, em Maringá, no Norte do Paraná, no dia 5 de setembro.

Segundo a PCPR, o homem teria esfaqueado a médica após uma discussão ocorrida durante a noite. O filho do casal, um bebê de oito meses, estava no apartamento no momento do crime. Gassi morreu ainda no local.

Após o crime, João foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Mandaguari, a 32 quilômetros de distância, onde foi localizado na casa da mãe.

Ele permaneceu sob escolta policial em um hospital, pois também apresentava ferimentos provocados por arma branca.

Investigação

O laudo pericial apontou que a médica sofreu 14 golpes de arma branca e esganadura. A causa da morte foi uma hemorragia aguda provocada pelas múltiplas feridas perfurocortantes.

De acordo com as investigações, o casal mantinha um relacionamento conturbado e havia reatado recentemente. A polícia concluiu que o homem matou Gassi durante uma discussão.

Segundo a PCPR, ele teria admitido o crime a um familiar.

A CNN Brasil tentou entrar em contato com a defesa de João, mas não houve retorno. O espaço segue aberto.

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo