Saiba como é o Pico Paraná, onde jovem se perdeu durante trilha
Local é conhecido por ser o ponto mais alto do Sul do país; Governo Estadual alerta para riscos e variações de temperaturas
O Pico Paraná, local em que Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, foi encontrado vivo na manhã desta segunda-feira (5), após ficar desaparecido desde o dia 1º de janeiro, é conhecido por ter trilhas íngremes e variação nas temperaturas.
Localizado dentro do Parque Estadual Pico Paraná, na Serra do Mar, é conhecido como o ponto mais alto da região Sul do Brasil, com 1.877 metros. O Parque também abriga outro picos com altitude elevada como Caratuva (1.852 m), Ibitirati (1.846 m), Itapiroca (1.799 m), Camapuã (1,699 m) e Tucum (1.739 m).
A região é coberta pela Floresta Ombrófila Densa, conhecida como Floresta Atlântica, que muda conforme a aumento da altitude, sendo que quanto maior a altitude menor o porte das árvores.
O Governo do Estado do Paraná orienta que os novos visitantes comecem por trilhas mais curtas para que conheçam suas limitações e adquiram experiência. A indicação é que os frequentadores tenham bom condicionamento físico.
Para trilhas com classificação de risco de acidente grave, moderado ou superior é recomendável que os turistas tenham experiência com montanhismo.
Além disso, alerta para as repentinas mudanças de temperatura na região por conta das montanhas, com calor elevado durante o dia, o que aumenta os riscos para insolação, e frio durante a noite.
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Há ainda alta possibilidade de tempestades ou chuvas repentinas, o que resulta em uma queda brusca dos termômetros e redução da visibilidade, com riscos, também para hipotermia aos visitantes.
Veja as orientação para caminhar nas trilhas:
- Mantenha-se na trilha principal (mais larga e profunda)
- Siga a marcação das trilhas (fitas), se não encontrar marcação, volte
- Em bifurcações sem marcação, siga a trilha principal
- Em caso de dúvida do caminho, volte por onde veio
- Evite caminhar a noite, inicie a caminhada o mais cedo possível
Além disso, é necessário que os visitantes façam um cadastro obrigatório para visitar o parque na base do IAT (Instituto Terra e Água), que administra o local.
Jovem foi encontrado vivo
A informação foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros do Paraná. Segundo o tenente-coronel Ícaro Gabriel, porta-voz dos bombeiros, Roberto chegou sozinho até a base da montanha, em uma fazenda em Antonina Cacatu, após andar por mais de 20 km.
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O perfil da família nas redes sociais confirmou a localização de Roberto e publicou uma foto dele. "Encontramos o Roberto" Ele está vivo, está bem e estamos já o encaminhando pro hospital. Obrigado a todos os anjos que vieram aqui nos ajudar! Obrigado pelas orações".

Entenda o desaparecimento
O homem subiu a montanha em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde da última quarta-feira (31).
Veja o que sabemos sobre o caso
Informações preliminares apontam que Roberto, durante o trajeto, vomitou algumas vezes até o topo da montanha. A dupla alcançou o pico por volta das 4h da manhã de quinta, momento em que decidiram descansar e encontraram outros dois grupos de pessoas no local.
Após um período de aproximadamente duas horas, os amigos iniciaram a descida da montanha. Momentos depois, os dois amigos pararam novamente em um determinado ponto do pico. O segundo grupo, que havia ficado no cume, também iniciou a descida pouco tempo depois e chegou a passar pelo ponto onde o jovem teria ficado, mas já não o encontraram.
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Na tarde de quinta (1°), os bombeiros foram acionados para auxiliar nas buscas e contou com o uso de equipamentos de suporte como aeronaves com câmeras térmicas. Os trabalhos contaram com apoio de voluntários e ainda um drone com sensor térmico infravermelho.


