Tornado no Paraná: veja como é feita classificação de fenômeno climático

Entenda como a Escala EF é utilizada para medir a intensidade de tornados devastadores no Sul, como o que atingiu Rio Bonito do Iguaçu

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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O tornado que causou destruição severa em Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, resultando em ao menos seis mortes e 750 feridos, teve sua intensidade classificada pelo governo do Paraná como de nível 3.

O fenômeno meteorológico de nível F3 é o terceiro numa escala que mede de zero a cinco a intensidade desse tipo de evento climático.

Tornado no Paraná: veja de onde são os mortos

Os tornados são poderosos redemoinhos de vento, que formam colunas de ar em rotação violenta, tocando o solo. De acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a principal característica desses fenómenos é seu desenvolvimento vertical, podendo atingir mais de 15 mil metros de altura.

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A classificação da intensidade desses fenômenos é feita utilizando a Escala Fujita Aprimorada (Escala EF), que se tornou operacional em 2007. Essa escala atribui uma "classificação" ao tornado com base na estimativa da velocidade do vento e nos danos causados.

A classificação mais baixa resulta em danos leves, com ventos que não superam 116 km/h, enquanto a categoria mais alta pode registrar ventos que ultrapassam 500 km/h.

Para determinar a classificação, que varia de EF0 a EF5, a equipe especializada compara os estragos observados com 28 Indicadores de Danos (DIs) e Graus de Danos (DoD). O objetivo é atribuir uma categoria da Escala EF baseada na maior velocidade do vento que ocorreu dentro do caminho da destruição.

O Simepar informou que continua monitorando e analisando as imagens da destruição, incluindo fotos e imagens aéreas, em conjunto com a Defesa Civil. Essa análise pode levar a uma reclassificação da intensidade do fenômeno.

Devido à magnitude dos estragos, o governador do Paraná classificou a catástrofe como "sem precedentes na história do estado". Este evento de temporais severos esteve associado a uma intensa baixa pressão atmosférica, que impulsionou o deslocamento de uma frente fria e um ciclone extratropical.