Aulas em escola do RS onde criança foi morta são retomadas

Prefeitura de Estação informou que reforçou segurança na instituição e em outras escolas do município

Gabriela Garcia, da CNN, em Porto Alegre
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As aulas na escola Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação, no Rio Grande do Sul, retornaram nesta quinta-feira (17). O local estava fechado desde o dia 8 de julho, quando um adolescente de 16 anos fez um ataque com faca que deixou um menino morto e outras duas pessoas feridas.

Em um comunicado nas redes sociais, a prefeitura informou que “tudo foi organizado e planejado com muita responsabilidade, afeto e dedicação para que este retorno seja leve e tranquilo”.

A prefeitura disse ainda que a equipe da escola teve “várias capacitações” e que o retorno acontecerá, primeiramente, com o acolhimento às crianças. “A semana será dedicada a atividades leves, com brincadeiras, histórias e apoio emocional com psicólogos nas escolas.”

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Além disso, a segurança nas escolas foi reforçada, conforme o comunicado. Entre as ações, estão o “apoio da BS Prevensul e empresa de monitoramento; interfones e botão do pânico; presença de policiais do Proerd; entrada controlada com agendamento e identificação”.

Confira o comunicado na íntegra:

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Relembre o caso

Um adolescente de 16 anos atacou com faca crianças em uma escola de Estação (RS), na manhã do dia 8 deste mês.

Conforme informações da Brigada Militar, o jovem era conhecido de professores e equipes que trabalhavam na escola e chegou ao local afirmando que iria entregar um currículo. Após entrar, solicitou ir ao banheiro e invadiu uma sala do terceiro ano do ensino fundamental, onde atacou as crianças.

Vitor André Kungel Gambirazi, de 9 anos, morreu. Além disso, uma menina de 8 anos e uma professora de 34 anos ficaram feridas. A criança precisou passar por cirurgia. As duas já receberam alta.

O adolescente teria sido contido por populares até ser apreendido pela Brigada Militar.

A Justiça do Rio Grande do Sul determinou a internação provisória do adolescente, que tem duração de 45 dias, conforme estabelece o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Além disso, o MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) pediu à Justiça que o adolescente seja responsabilizado pelos atos infracionais análogos aos crimes de homicídio e tentativas de homicídio.