"Call center" do crime é fechada e seis pessoas são presas em Porto Alegre

Foram apreendidos 44 celulares, centenas de chips de telefonia, um notebook, além de cadernos e folhas com dados de vítimas, metas financeiras e roteiros padronizados para os golpes

Gabriela Garcia, da CNN Brasil, em Porto Alegre
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Uma central clandestina de golpes foi fechada pela Polícia Civil durante uma ação em Porto Alegre (RS), na manhã desta quarta-feira (29). Durante a operação, seis pessoas foram presas em flagrante.

A polícia informou que a investigação teve início em dezembro de 2025, quando foi desarticulada uma central de golpes em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, 17 pessoas foram presas e um adolescente apreendido.

Porém, o grupo se reorganizou para manter a prática de criminosa, com duas sedes na capital gaúcha. Em uma delas, no bairro Jardim Itu, funcionava uma central telefônica clandestina, estruturada nos moldes de um “call center” ilegal, destinada exclusivamente à aplicação de golpes eletrônicos. Os crimes eram aplicados em vítimas de diferentes cidades e até de outros estados.

No local, quatro mulheres foram flagradas aplicando golpes no momento da abordagem. Além das prisões, foram apreendidos 44 celulares, centenas de chips de telefonia, um notebook, além de cadernos e folhas com dados de vítimas, metas financeiras e roteiros padronizados para os crimes.

Em outro endereço, no bairro Sarandi, os policiais prenderam em flagrante um casal apontado como responsável pela coordenação do esquema. Com eles, também foram apreendidos celulares e chips.

De acordo com a polícia, os criminosos se passavam por funcionários de instituições bancárias e utilizavam uma comunicação sofisticada para induzir as vítimas a acreditar que suas contas haviam sido invadidas.

A partir disso, as vítimas eram convencidas a realizar transferências e agendamentos de pagamentos para contas de terceiros vinculadas ao grupo. O alvo principal era um público vulnerável, especialmente pessoas idosas ou com baixo letramento digital.

A polícia não especificou o valor do prejuízo, mas estima que alcance milhões de reais.