Homem sem registro profissional é suspeito de atuar como médico no RS

Conforme denúncia, ele utilizava carimbo de outra médica para registrar atendimentos

Gabriela Garcia, da CNN Brasil, em Porto Alegre
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O Simers (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul) solicitou, nesta terça-feira (25), a abertura de um inquérito policial para investigar um homem, sem registro profissional, que estaria atuando como médico em uma unidade de saúde de Canoas (RS). Segundo o sindicato, o denunciado é um brasileiro formado em Medicina na Bolívia.

De acordo com o Simers, o homem estaria atendendo pacientes na “Sala Vermelha” da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Rio Branco. Representantes da entidade informaram que foram até a UPA, mas o denunciado teria deixado a unidade antes do fim do plantão, sob a justificativa de cansaço.

Além disso, informações colhidas no local indicam que ele utilizava o carimbo de outra médica para registrar os atendimentos.

Segundo o órgão, consultas ao banco de dados do CFM (Conselho Federal de Medicina) não identificaram registro ativo em nome do homem. Dessa forma, o Simers também enviou ofícios ao CRM (Conselho Regional de Medicina), ao gestor da UPA e ao município de Canoas.

A entidade classificou o caso como gravíssimo, especialmente por envolver um setor de alta complexidade. Se for confirmada a conduta criminosa, o homem pode responder por exercício ilegal da medicina.

Por meio da Secretaria Municipal da Saúde, a Prefeitura de Canoas disse, em nota, que um processo administrativo vai ser instaurado para apurar os fatos relatados pelo Simers. Reiterou, também, que não é conivente com irregularidades e destaca que a gestão das UPAs é realizada pela empresa contratada, o IMAS (Instituto Maria Schmitt). Ainda de acordo com o órgão, os atendimentos nas UPAs seguem sendo prestados normalmente para a população pelas equipes médicas.

Em nota, o IMAS disse que determinou, preventivamente, o afastamento do profissional até a conclusão das apurações internas. Simultaneamente, esclareceu que a empresa responsável pela contratação do profissional foi formalmente notificada a apresentar, no prazo máximo de 48 horas, toda a documentação atualizada de sua equipe médica. Caso seja constatada qualquer irregularidade, serão tomadas medidas administrativas e contratuais contra a prestadora de serviços e contra o profissional eventualmente envolvido, conforme previsto nas normas legais aplicáveis. No entanto, afirmou que o profissional tem diploma revalidado no Brasil "em plena conformidade com a legislação educacional e regulatória vigente".