Polícia cumpre 68 prisões por lavagem de dinheiro e tráfico no RS e SC

Grupo criminoso alvo da operação teve R$ 120 milhões bloqueados pela Justiça; eles atuavam com lavagem de capitais no sistema financeiro, por meio de compra de veículos e imóveis

Gabriela Garcia, da CNN Brasil, em Porto Alegre
Esta é a segunda fase da investigação. Na primeira fase, deflagrada em 2023, 53 pessoas foram presas e mais de 30 armas de fogo foram apreendidas.  • ASCOM/PCRS
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Uma operação da PCRS (Polícia Civil do Rio Grande do Sul) cumpre, nesta quinta-feira (16), 68 ordens de prisão preventiva em 19 municípios gaúchos e catarinenses. A operação tem como alvo uma organização voltada à lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 120 milhões do grupo.

Conforme a polícia, a organização criminosa atuava com lavagem de capitais no sistema financeiro, além de inserção de ativos ilícitos na economia formal por meio da compra de veículos e imóveis.

Os valores circulavam entre líderes, gerentes, operadores de outras cidades e laranjas. A polícia destaca o recrutamento de vários suspeitos com antecedentes graves como tráfico, homicídios e roubos.

Além das prisões e bloqueios de contas bancárias, a polícia também cumpre ordens de busca e apreensão e sequestro de veículos e imóveis.

No Rio Grande do Sul, a operação ocorre em Novo Hamburgo, Campo Bom, Três Coroas, Lajeado, Gravataí, Alvorada, Capão Novo, Tramandaí, Novos Cabrais, Porto Alegre, Torres, Esteio, Canoas, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Portão e Montenegro. Em Santa Catarina, as diligências ocorrem em Florianópolis e Vargem Bonita.

Esta é a segunda fase da investigação. Na primeira fase, deflagrada em 2023, 53 pessoas foram presas e mais de 30 armas de fogo foram apreendidas.

Na ocasião, também ficou comprovada a ligação da quadrilha com homicídios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, além de ameaças a autoridades policiais.

Conforme o delegado Alencar Carraro, esta segunda fase da operação é importante na medida em que “atinge a alta cúpula do narcotráfico gaúcho, mediante provas robustas após um ano de análises e diligências”.