Polícia deve ouvir mãe de menina de 4 anos morta no RS
Tia levou criança já sem vida à unidade de pronto atendimento no último domingo (16)

A mãe da menina de 4 anos morta com sinais de agressões em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, deve ser ouvida pela Polícia Civil nesta terça-feira (18). Samylle Valentina Borba Ramiro foi levada já sem vida à Unidade de Pronto Atendimento do bairro Bom Jesus, no último domingo (16).
Conforme a delegada responsável pela investigação, Alice Fernandes, da 3ª Delegacia de Proteção à Crianças e ao Adolescente, a menina tinha lesões na cabeça, nádegas e pernas. A polícia investiga também a possibilidade de violência sexual. A perícia deve estabelecer se as lesões são antigas ou recentes.
Segundo a delegada, Samylle Valentina foi levada para atendimento médico por uma tia. À polícia, a mulher relatou que encontrou a criança com lesões no corpo quando chegou em casa após o trabalho. Ela teria questionado o companheiro a respeito e os dois tiveram uma discussão.
Mais tarde, a tia notou que a menina apresentava espuma na boca, como se estivesse tendo uma convulsão. Samylle teve a morte confirmada pela equipe médica da UPA.
Em 2025, o Conselho Tutelar recomendou que Samylle e a irmã, de 9 anos, fossem morar com o avô materno após uma denúncia de abuso sexual cometida pelo então companheiro da mãe delas. De acordo com a delegada, ficou confirmado o crime apenas em relação à irmã.
Em dezembro do ano passado, a menina voltou a morar com a genitora. Contudo, no início de julho deste ano, conforme a delegada, a tia da menina teria solicitado a tutela provisória, que foi concedida pelo Conselho Tutelar, após alegar que a mãe não teria condições de cuidar da filha. A mulher também estaria em tratativas para obter a guarda definitiva da sobrinha.
A delegada informou que já ouviu a tia e o pai de Samylle, mas o homem não teria informado nada considerado relevante para a investigação.
Já o companheiro da tia não foi ouvido até o momento. Segundo a Polícia Militar, ele e a mulher levaram Samylle juntos até a UPA, mas o homem teria ido embora com a chegada da viatura policial.
O caso permanece sob investigação.


