Polícia fecha empresas suspeitas de lavar dinheiro de golpe dos nudes no RS
Ordens judiciais também foram cumpridas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta terça-feira (10), uma operação para combater o crime de lavagem de dinheiro proveniente de extorsões praticadas na modalidade golpe dos nudes.
Até o momento, 11 pessoas foram presas. As ordens judiciais foram cumpridas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Pelo menos 16 empresas tiveram as atividades suspensas. Entre elas, três açougues na cidade de Pelotas (RS). “Algumas outras empresas são aqui de Pelotas, mas são empresas de fachada, criadas exclusivamente para movimentar esse valores ilícitos, assim como outras empresas de fora do Estado. Mas esses três açougues, aqui em Pelotas, funcionavam com aparência de licitude e hoje foram fechados.
Tinham funcionários, muitos clientes, mas também eram ferramentas da lavagem de dinheiro” - disse o delegado responsável pela investigação, César Nogueira.
A polícia também bloqueou 300 contas bancárias, apreendeu 37 veículos e sequestrou 10 imóveis.
A operação é um desdobramento de uma investigação da polícia, de setembro de 2024, que investigou o crime de extorsões a partir do golpe dos nudes. Agora, a nova etapa tem como foco a lavagem de dinheiro proveniente dessas extorsões, promovida por um grupo criminoso com atuação em diferentes estados.
A polícia afirma que o grupo movimentou mais de R$ 320 milhões, utilizando empresas de fachada, laranjas e contas de terceiros para dissimular a origem ilícita dos valores. A partir da investigação, foi possível identificar e alcançar os líderes do grupo criminoso.


