RS entra em alerta para chuva e ventos de 90 km/h com passagem de ciclone

Formação de um ciclone extratropical junto com o avanço de uma frente fria favorecem fortes chuvas entre segunda-feira (6) e terça-feira (7)

Julia Naspolini, da CNN Brasil*, São Paulo
Compartilhar matéria

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta para chuva e ventos fortes, entre segunda-feira (6) e terça-feira (7), para todo o estado. O temporal é causado pela formação de um ciclone extratropical em conjunto com o avanço de uma frente fria.

A previsão é de rajadas de vento de até 90km/h, com risco de granizo. O mar também será afetado e deve ficar agitado e com ressaca.

A partir da noite desta segunda-feira (6), as regiões Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Centro, Campanha, e partes do Sul, Vales, Serra e Região Metropolitana de Porto Alegre podem ser atingidas por fortes rajadas de vento e podem acumular até 90 mm/dia de chuva.

Já na terça-feira (7), a tempestade deve ser levada para as áreas do Noroeste, Norte, Nordeste e Litoral Norte - além de ainda continuar na Serra, Vales, e Região Metropolitana de POA. A chuva pode chegar a 120 mm/dia, com risco de granizo, e os ventos devem ultrapassar 90 km/h.

Ciclone extratropical

Um novo ciclone extratropical deve chegar juntamente com uma frente fria nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil entre os dias 6 e 10.

Segundo o Climatempo, o Rio Grande do Sul será o estado mais afetado pelo ciclone extratropical.

As rajadas de vento devem chegar entre 60 a 80 km/h nos litorais médio e sul do Rio Grande do Sul. Nos outros estados do Sul, o vento deve chegar com menos intensidade, entre 40 e 60 km/h.

Nuvens de tempestade também devem marcar os próximos dias e aumentar as rajadas para ventos com até 90 km/h.

Esses fenômenos ocorrem quando há um grande contraste de temperatura, ou seja, quando uma massa de ar quente se aproxima de uma região onde o ar está frio. Nesse caso, o ar está muito quente no norte da Argentina e do Paraguai, enquanto o ar frio, de origem polar, passa pelo leste da Argentina.

Regiões próximas sofrem diretamente os impactos desse fenômeno, como o sul do Brasil, que está ao norte do país argentino.

A partir desse encontro, essas duas massas formam o ciclone extratropical que origina uma frente fria.