Grupo é suspeito de movimentar R$ 107 mi com agiotagem e tráfico no RS
Operação do Gaeco prendeu 22 pessoas suspeitas de integrarem esquema, nesta quarta-feira (19)

Uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) prendeu, nesta quarta-feira (19), 22 pessoas em Pelotas, Capão do Leão e Camaquã, no Rio Grande do Sul.
Eles são suspeitos de integrarem uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 107 milhões usando dinheiro do tráfico de drogas e da agiotagem para lavagem de dinheiro.
Também foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, e sequestro judicial de oito veículos. Além disso, cerca de 200 contas bancárias usadas pelos investigados foram bloqueadas.
Conforme a investigação, os principais alvos realizaram transações bancárias de alto valor, muitas entre contas de mesma titularidade, o que indica tentativas de dissimular a origem do dinheiro. Segundo o Gaeco, as transações financeiras entre os investigados sugerem vínculos operacionais e societários, além de atuação coordenada e com estrutura empresarial voltada à lavagem de capitais.
A investigação constatou que parte do dinheiro saía de Pelotas e era lavado em Balneário Gaivota, Florianópolis e Navegantes, em Santa Catarina; São Paulo, Santos e Ribeirão Preto, em São Paulo; e Humanitária, Amazonas.
“O grupo estruturou um sistema de lavagem de dinheiro que reaproveitava os lucros do tráfico em atividades como rifas, apostas e empréstimos clandestinos. Utilizavam até um aplicativo estrangeiro para simular operações financeiras legais, mas com juros abusivos e cobranças típicas de facções”, destacou o coordenador do Gaeco no Estado, promotor André Dal Molin.


