RS: Suspeito de esquartejar mulher a conheceu em abrigo durante enchentes
Brasília Costa, de 65 anos, era descrita como uma pessoa reservada e nunca apresentou homem à família

A mulher assassinada e esquartejada pelo namorado, em Porto Alegre, conheceu o homem em um abrigo durante as grandes enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, conforme relato de familiares dela à Polícia Civil.
Partes do corpo de Brasília Costa, de 65 anos, foram encontradas em sacos plásticos em uma rua da capital gaúcha e dentro de uma mala no guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre. Ricardo Jardim, de 66 anos, foi preso preventivamente na sexta-feira (5).
Brasília era divorciada e não tinha filhos. Natural de Arroio Grande, ela trabalhava como manicure em Porto Alegre.
A mulher era descrita como uma pessoa reservada, e nunca apresentou Ricardo a familiares. Além disso, Brasília dizia que Ricardo tinha problemas com a mãe e com os filhos e, por isso, não era próximo da família.
Conforme o delegado André Luiz Freitas, a família de Brasília notou algo estranho quando a mulher não foi ao aniversário da sobrinha, que aconteceu em agosto. Na época, a vítima teria dito, por mensagem, que iria viajar com Ricardo para João Pessoa, na Paraíba. A investigação aponta que as mensagem teriam sido escritas e enviadas por ele.
Relembre o crime
No dia 1 de agosto, partes de um corpo humano foram encontradas dentro de uma mala no setor de guarda-volumes do terminal rodoviário de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Segundo as informações da Brigada Militar, a equipe foi acionada após funcionários do terminal sentirem um odor forte vindo do interior de uma mala. Ao chegarem no local, os agentes constataram que se tratava de restos mortais humanos, mais precisamente o tronco de uma pessoa.
Anteriormente, no dia 13 de agosto, braços e pernas tinham sido encontrados em sacos de lixo na Zona Leste da capital. Uma perícia feita posteriormente confirmou que os restos mortais eram da mesma pessoa.
Segundo os peritos, os cortes são uniformes e foram feitos após a morte, o que afasta a hipótese de luta ou reação da vítima. O caso é tratado como feminicídio.
A Polícia Civil identificou o suspeito do crime por meio de imagens de câmera de segurança. Ricardo Jardim, de 66 anos, teria agido sozinho. O caso é tratado como feminicídio. A principal motivação, segundo a polícia, foi financeira.
Jardim já foi condenado e preso anteriormente, após matar e concretar a mãe no apartamento onde ela morava, em Porto Alegre, em 2015. No ano passado, segundo a polícia, ele teve progressão de pena ao regime semiaberto, mas estava foragido.


