Apoio de outras polícias pode ajudar identificar vítimas de explosão no PR

Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas no acidente, em fábrica de Quatro Barras

Gabriela Garcia, da CNN, em Porto Alegre
Compartilhar matéria

Os governos de São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina informaram que vão auxiliar a Polícia Científica do Paraná na identificação das vítimas da explosão em uma fábrica de explosivos, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas no acidente, que ocorreu na terça-feira (12).

Com o choque da explosão, as vítimas tiveram os corpos fragmentados, conforme o Corpo de Bombeiros. O trabalho de identificação será feito a partir da comparação do material coletado com o DNA de familiares dos mortos.

Conforme o secretário de segurança pública do Paraná, Hudson Teixeira, com o apoio dos outros estados, o prazo para a conclusão da identificação pode cair de 30 para 10 dias.

“Os vestígios estão sendo processados pelo laboratório de Genética Molecular Forense da Polícia Científica do Paraná, o qual faz parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos-RIBPG. A RIPBG, por sua integração nacional, possibilita o apoio mútuo de seus integrantes”, informou a Polícia Científica.

Relembre o caso

Uma explosão na fábrica Enaex Brasil, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, deixou nove pessoas mortas e sete feridas, na última terça-feira (12).

Segundo Gessica Andrade, delegada responsável pelo caso, as imagens das câmeras de segurança da Enaex foram recolhidas e mostram tanto a explosão, quanto o momento em que os funcionários chegam no local para trabalhar.

"Eles estavam colocando equipamentos de segurança, fazendo aquela primeira reunião, passando um checklist com o encarregado do dia", disse a delegada.

Ela ainda informou que outros funcionários da empresa serão ouvidos para explicar tanto a dinâmica de trabalho da empresa, como a quantidade de substâncias que os colaboradores manipulavam por dia.

Além dos depoimentos dos funcionários, a polícia também vai pedir à empresa um relatório técnico para entender as possíveis causas e a origem da explosão na fábrica.

Equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Polícia Científica e Polícia Civil seguem trabalhando para identificar as vítimas. O trabalho envolve ainda apoio de equipes da Enaex e empresas voluntárias.

A Policia Cientifica afirma que utiliza o protocolo de Identificação de Vítimas de Desastre (DVI), da Interpol, para realizar a coleta dos vestígios.

A Polícia Civil investiga o caso, coletando informações necessárias para esclarecer a dinâmica do acidente.

Tópicos