Bordéis são usados para lavar dinheiro do tráfico de drogas em SC; entenda

Organização criminosa usava locais de fachada na Grande Florianópolis para lavagem de dinheiro do tráfico; R$ 500 milhões em bens bloqueados

Beto Souza, da CNN Brasil, São Paulo
Organização criminosa usava bordéis e empresas de fachada na Grande Florianópolis; R$ 500 milhões em bens bloqueados  • Pexels / Imagem ilustrativa
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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta terça-feira (11), uma megaoperação para combater uma sofisticada organização criminosa envolvida na lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas na Grande Florianópolis. O esquema usava bordéis para disfarçar os lucros do comércio de drogas. 

A investigação, que durou dois anos, mostrou o núcleo financeiro responsável por criar diversas empresas de fachada e fictícias.

Entre os esquemas identificados, destaca-se a utilização de bordéis e casas de entretenimento adulto, que funcionavam como mecanismo para movimentar e ocultar dinheiro do tráfico.

A ação resultou no cumprimento de 91 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em seis estados brasileiros, além do bloqueio judicial de impressionantes R$ 500 milhões em bens e a indisponibilidade de 28 imóveis.

Até o momento 6 pessoas foram presas e veículos foram apreendidos pela operação.

Operação "Pecado Capital"

A envergadura da “Operação Pecado Capital” atingiu 17 investigados e 32 empresas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Amazonas. Entre os bens bloqueados, incluem-se duas fazendas no Amazonas avaliadas em mais de R$ 100 milhões.

A operação contou com 170 policiais civis da PCSC e o apoio de 70 agentes de outras federações, totalizando 240 policiais.

O nome da operação, “Pecado Capital”, reflete precisamente essa estratégia de associar a exploração de atividades ligadas ao prazer como fachada para a camuflagem dos ganhos ilícitos.