Cão Orelha: MP entra com ação de improbidade contra ex-delegado-geral
Ulisses Gabriel deixou o cargo em fevereiro; ação prevê indenização por dano moral coletivo

O ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, se tornou alvo de uma ação civil pública protocolada pelo Ministério Público do Estado. O processo diz respeito à atuação de Gabriel no caso do Cão Orelha. A informação foi confirmada pelo órgão à CNN Brasil, nesta quinta-feira (16).
A ação de improbidade administrativa com pedido de indenização por dano moral coletivo foi protocolada na última segunda-feira (13). O MPSC não deu detalhes sobre o processo, pois tramita em sigilo.
Ulisses Gabriel deixou o cargo de Delegado-Geral Polícia Civil de Santa Catarina em fevereiro e foi substituído por Marcelo Sampaio Nogueira. No dia 13 de março, o MPSC instaurou um inquérito para investigar a conduta do ex-delegado-geral no caso Orelha.
A investigação pretendia apurar se ele cometeu abuso de autoridade ou envolveu-se em vazamento de informações sigilosas do inquérito e improbidade administrativa. No dia 20 de março, o pedido de afastamento foi arquivado após não haver comprovação de irregularidade na conduta do caso.
A reportagem tenta contato com a defesa de Ulisses Gabriel. O espaço está aberto.
O inquérito da Polícia Civil sobre a morte de Orelha apontou um adolescente como agressor, que teve a internação solicitada. Além disso, três pessoas foram indiciadas por coação. Elas teriam ameaçado um porteiro de um condomínio da Praia Brava, onde o cão foi morto.
Atualmente, o caso está com o Ministério Público, que solicitou diligências complementares à Polícia Civil. O órgão considerou lacunas no material reunido pela polícia.

