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    Trabalho de resgate de corpos em barco no Pará dura 17 horas

    O trabalho de busca da PF com Marinha e bombeiros terminou às 23h30 de domingo; perícia começa a ser feita para identificar vítimas e quantidade de mortos

    Elijonas Maiada CNN

    Os trabalhos de busca e resgate da embarcação com as vítimas encontradas em um barco no litoral do Pará começaram às 7h e foram até às 23h30 deste domingo (14), somando quase 17 horas.

    O barco foi levado ao porto de Vila do Castelo (PA) pela Polícia Federal com Marinha e um bote dos Bombeiros Militares da cidade de Bragança (PA).

    O barco foi encontrado no sábado (13) à deriva no litoral de Bragança, cidade do nordeste paraense distante cerca de 215 quilômetros da capital Belém. Os pescadores que encontraram o barco relataram que os corpos estavam em estado de decomposição.

    Agora, passam a ser realizados os exames médico-legais e de perícia na embarcação para identificação de todas as vítimas, seguindo o protocolo internacional de identificação de vítimas de desastres da Interpol (DVI).

    Conforme noticiou a CNN nesta segunda-feira (15), a PF investiga se os corpos encontrados são de vítimas estrangeiras. Segundo investigadores ouvidos pela reportagem, há informação de que não são brasileiros, e possivelmente do Caribe. Mas a identificação demanda forte trabalho de perícia.

    Os peritos vão analisar DNA e confrontar com o banco nacional de perfis genéticos, para saber se há identificação, se são brasileiros ou não. Segundo autoridades locais, a hipótese de que são estrangeiros é reforçada porque não houve ocorrência de brasileiros desaparecidos na região nos últimos dias.

    A equipe de peritos criminais federais da PF no Pará trabalhará em conjunto com a equipe precursora de DVI da PF, composta por peritos criminais federais e papiloscopistas policiais federais do Instituto Nacional de Criminalística (INC) e do Instituto Nacional de Identificação (INI), em Brasília.

    Seis peritos foram enviados ainda no sábado de Brasília ao Pará para a força-tarefa montada. Integrantes de Identificação de Vítimas de Desastres (DVI), Local de Crime e Medicina Legal também saíram do Instituto Nacional de Criminalística (INC) rumo ao estado. Demais médicos foram ao local neste domingo (14).

    Outra dificuldade dos agentes é em atestar a quantidade de corpos dentro do barco devido às mutilações. O trabalho da PF é juntar algumas partes para saber, com exatidão, quantas vítimas são. A informação inicial é de que seriam 20 pessoas mortas no barco.