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    Três a cada quatro infectados desenvolveram sintomas da Covid longa, diz estudo

    Estudo feito por universidades do Rio Grande do Sul avaliou a prevalência da Covid longa em 1.000 pacientes entre 2020 e 2023

    Carolina FigueiredoIsadora Airesda CNN

    Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) concluiu que três em cada quatro infectados pelo coronavírus desenvolveram Covid longa. O estudo acompanhou 1.000 pacientes do estado durante os últimos três anos.

    A Covid longa é caracterizada pela ocorrência de sintomas persistentes da doença depois de três meses de contaminação. Entre as consequências estão dores de cabeça, fadiga, perda de olfato e paladar, tosse, queda de cabelo e complicações neurológicas.

    Por meio de questionários online, os autores coletaram informações sobre pacientes gaúchos infectados pelo coronavírus em diferentes momentos desde o início da pandemia de Covid-19: entre junho e dezembro e 2020 e junho de 2021, 2022 e 2023. “A ideia era ter uma visão a curto, médio e longo prazo”, explica Natan Feter, pesquisador da UFRGS e autor do estudo.

    A pesquisa também descobriu que pessoas que não completaram o ciclo vacinal contra a Covid-19 –composto pelas primeira e segunda doses da vacina– tiveram 23% mais chance de ter Covid longa.

    Condições como obesidade e tabagismo também intensificaram sintomas como dores de cabeça, perda de olfato e paladar e complicações neurológicas.

    Entre os pacientes analisados, as mulheres relataram mais sintomas como fadiga, dores de cabeça e queda de cabelo do que os homens. “Talvez a pandemia tenha dado uma trégua, mas ainda vamos ouvir falar das consequências por mais tempo”, observa Feter.

    No ano que vem, os pesquisadores pretendem continuar acompanhando a prevalência de sintomas da Covid longa no Rio Grande do Sul por meio de novos questionários online. Um novo levantamento deve ser feito em junho de 2024.

    A pesquisa também pretende investigar se a persistência de sintomas da Covid-19 pode ser associada a outros fatores, como uso de cigarro eletrônico e sintomas de depressão e ansiedade.