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    Vacina da dengue está em falta na saúde privada em São Paulo

    Busca pela Qdenga disparou em farmácias e laboratórios após epidemia da doença no país

    Guilherme Gamada CNN*

    São Paulo

    O aumento de casos de dengue no Brasil disparou a busca pela vacina Qdenga, produzida pela japonesa Takeda e disponível na saúde privada no país desde o segundo semestre do ano passado. Hospitais e laboratórios de São Paulo já registram falta do imunizante, que será priorizado na rede pública, segundo a farmacêutica.

    No hospital Sírio-Libanês, as vacinas se esgotaram no final de semana, pela alta demanda. O hospital israelita Albert Eisntein está com abastecimento parcial da vacina e algumas unidades da organização devem receber ao longo desta semana a reposição do imunizante.

    O Grupo Fleury informou que em algumas unidades já não há mais vacina disponível e que o estoque está limitado aos clientes que solicitaram a segunda dose.

    Já o laboratório Dasa afirmou que o aumento de mais de 400% em janeiro, quando comparado com dezembro, e que está oferecendo parcialmente essa vacina em algumas unidades.

    De novembro de 2023 a janeiro de 2024, a procura pela vacina da dengue Qdenga nas farmácias Raia e Drogasil subiu 600%. A rede ainda não sente desabastecimento.

    O Ministério da Saúde informou, nesta segunda-feira (5), que o Brasil tem 345.235 casos prováveis de dengue. De acordo com a pasta, o país registrou 36 mortes pela doença, e outras 234 estão em investigação. O número de casos triplicou entre os dias 21 e 27 de janeiro, em comparação com o mesmo período do ano passado.

    Segundo a Takeda, laboratório fabricante do imunizante, o reabastecimento será gradual e deve priorizar pacientes que já receberam a primeira dose e irão completar o esquema vacinal

    Em nota, a farmacêutica informa que está concentrada em atender de forma prioritária ao Ministério da Saúde. A decisão tem como objetivo apoiar a pasta em promover o acesso da vacina contra a dengue de forma integral e gratuita para a população brasileira.

    Serão entregues 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025. “Estamos buscando todas as soluções possíveis para aumentar o número de doses disponíveis no país, e não mediremos esforços para isso”, afirma a Takeda.

    Vacinação em fevereiro

    A vacina Qdenga começará a ser distribuída ao Sistema Único de Saúde (SUS) nesta semana. Os municípios que receberem as doses deverão fazer o cronograma de imunização.

    “A vacina começará a ser distribuída na próxima semana e, a partir da chegada aos municípios, eles organizam sua vacinação. Lembrando sempre, a vacina não é uma solução para este momento de surto de dengue. Neste momento, a prioridade, em termos de emergência, é cuidar e continuar prevenindo”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    521 cidades estão na lista do ministério e devem receber as vacinas. Os municípios compõem 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença.

    O público que receberá a vacina será composto por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    *Sob supervisão de André Rigue