Vendedores de botijão de gás fazem hora extra para atender alta demanda

Com quarentena em meio ao coronavírus, brasileiros passam mais tempo em casa, aumentando consumo de gás

José Brito

Da CNN, em São Paulo

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Botijões de gás empilhados
Botijões de gás empilhados
Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil
 

Seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar a disseminação do novo coronavírus, a população tem passado mais tempo em casa e, com isso, aumenta o uso do gás de cozinha.

Algumas revendedoras do produto, em São Paulo, trabalham com turno estendido. “O pessoal está fazendo um pouco de hora extra para dar conta de atender”, explica Carlos Molitor, gerente de uma loja no bairro Pompéia, na zona oeste da capital. 

“Estamos comprando por carreta o gás. Já não é nem mais por caminhão pequeno”, revela Carlos. A empresa vendia cerca de 15 botijões de gás por dia antes da pandemia, mas por conta da repentina alta do número de pedidos, o caminhão precisa fazer duas viagens ao dia para entregar 60 recipientes. 

A auxiliar administrativa Ana Sá, de uma revendedora do bairro de Campos Elísios, no centro da cidade, afirma que não imaginou que haveria esse aumento na procura. “No final de semana tinha um movimento fraquinho, com média de 30 botijões vendidos. Só hoje (sábado), foram 52 vendidos”, diz Ana.

A Petrobrás informou na última quarta-feira (18) que reforçou os volumes de gás de cozinha, chamado de gás liquefeito de petróleo (GLP), superiores aos inicialmente contratados pelas distribuidoras para não haver uma baixa nos estoques. 

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