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    Visando a COP30, Pacto Contra a Fome firma acordo contra insegurança alimentar

    Em parceria com o Governo do Pará, ações buscam promoção da agenda de segurança alimentar para o evento que acontece em 2025, em Belém

    Insegurança alimentar cresceu no Brasil
    Insegurança alimentar cresceu no Brasil Getty Images

    Luan Leãoda CNN* em São Paulo

    Buscando apoiar políticas públicas estaduais de segurança alimentar, o Instituto Pacto Contra a Fome assinou, nesta terça-feira (18), um acordo de cooperação técnica com o Governo do Pará. O objetivo da ação é fortalecer o Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (SISANS).

    A primeira etapa do projeto mapeará a situação do estado e os desafios para a implementação de políticas de segurança alimentar. “Após o diagnóstico, o passo seguinte será apoiar tecnicamente as ações que a SEASTER já realiza de incentivo ao SISANS, que consideramos fundamental para criar as bases necessárias para a implementação das políticas de segurança alimentar locais”, explicou Bianca Lobato, liderança de projeto no Pacto Contra a Fome.

    Em 2023, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará foi o estado com maior número proporcionalmente de domicílios em insegurança alimentar moderada ou grave (20,3%), com um em cada cinco domicílios.

    Durante o evento de anúncio do acordo, o governador Helder Barbalho (MDB) falou sobre “cuidar daqueles que mais precisam”.“Olhar para aqueles que mais precisam, reduzir a vulnerabilidade social e a insegurança alimentar, atuar em políticas públicas que gerem renda e emprego para garantir comida na mesa daqueles que mais precisam. Essa é a missão, esse é o objetivo e trabalharemos para que Pará assegure a todos os paraenses este direito”, disse o governador.

    O projeto prevê, também, participação do setor privado na pauta da segurança alimentar e desenvolvimento de indicadores de impacto e monitoramento. “A mobilização do setor privado é algo importante e será uma oportunidade única de avaliar, na prática, o apoio que este setor pode dar para o fortalecimento das políticas públicas relacionadas à segurança alimentar”, afirmou Lobato.

    A CEO do Pacto Contra Fome, Rosana Blasio, destacou a importância da iniciativa, considerando que o estado receberá a COP30 em 2025. “Todos nós, tenhamos passado fome na vida ou não, podemos imaginar o sofrimento que é para essas pessoas não ter comida no prato quando o estômago dói ou ver um filho chorando de fome e não ter alimento para oferecer a ele. Por isso, quando assinamos um documento que prevê ações conjuntas para melhorar esse cenário e seus indicadores, ficamos orgulhosos e ansiosos para avançar na concretude e geração de impactos relevantes para a população”, ressaltou.

    Fome no Brasil

    Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março de 2024, mostraram que 21,6 milhões (27,6%) de domicílios brasileiros apresentaram algum nível de insegurança alimentar no último trimestre do ano passado.

    Segundo o levantamento, 14,3 milhões (18,2%) se encontravam com insegurança alimentar leve; 4,2 milhões (5,3%) com insegurança alimentar moderada e 3,2 milhões (4,1%) com insegurança alimentar grave.

    O número mostrou uma redução de lares em insegurança alimentar, considerando a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, quando 36,7% dos domicílios do país estavam em insegurança alimentar, sendo 24,0% com insegurança alimentar leve, 8,1% com insegurança alimentar moderada e 4,6% com insegurança alimentar grave.

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