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    Volta às aulas em escolas atacadas no Espírito Santo é incerta; governo promete apoio às famílias

    Governo estadual apresenta plano de ação para o enfrentamento aos atos de violência ocorridos em escolas no município de Aracruz

    Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti, em Aracruz, no Espírito Santo
    Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti, em Aracruz, no Espírito Santo Reprodução/Google Maps

    Manoela Carluccida CNN*

    em São Paulo

    O governo do Espírito Santo apresentou nesta quarta-feira (20) um plano de ação para o enfrentamento aos atos de violência que ocorreram em escolas no município de Aracruz na semana passada. A prefeitura também ajudou a elaborar o plano.

    O plano foi dividido em quatro fases, estipuladas por semanas. As metas são semanais ou mensais e incluem apoio às famílias vitimadas, de forma presencial ou remota, acolhimento dos docentes e outros funcionários, intervenções como pintura e jardinagem na Escola Estadual Primo Bitti e adaptação de atividades pedagógicas para os alunos que frequentam as escolas atingidas.

    Os integrantes da Sala de Situação, criada pelo governo estadual para tratar o caso, reorganizam até domingo (4) o calendário escolar das unidades que estão com atividades suspensas. A Secretaria de Educação pretende reabrir as escolas na semana que vem, mas ainda não confirmou datas nem se a retomada será de forma remota ou presencial.

    “Estamos na primeira fase, que é a mais crítica, em que as escolas atingidas estão fechadas. Já existem ações que estão sendo executadas nesta semana, como uma ressignificação da escola. A unidade está passando por uma reformulação de ambientes, pintura e correções nos danos físicos causados pelo atentado. Para as próximas fases, as ações estão sendo discutidas com a comunidade, com a singularidade que o caso exige”, afirmou Victor de Angelo, secretário da Educação do Espírito Santo, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (30).

    As ações também envolvem o Centro Educacional Coqueiral e da Escola Municipal Coqueiral, familiares e profissionais que prestaram o primeiro socorro nos locais dos ataques, além de escolas que não foram invadidas.

    As escolas também contam com policiamento reforçado, como forma de prevenção.

    A Secretaria de Educação criou um contato para que as comunidades escolares possam procurar informações e fazer pedidos por e-mail: saladesituacaoaracruz@sedu.es.gov.br

    Quatro pessoas morreram nos ataques a tiros feitos por um adolescente de 16 anos na última sexta-feira (25): três adultas e uma criança.

    Até o momento, cinco pessoas seguem internadas: três em situação estável e duas em situação grave. Entre os cinco hospitalizados, estão duas crianças de 11 e 14 anos.

    Está sob investigação se outras pessoas estiveram envolvidas de alguma forma no planejamento dos ataques.

    *Sob supervisão de Leonardo Rodrigues