Volta de crianças à escola deve ser prioridade no país, diz representante da Unicef

À CNN, Florence Bauer falou sobre medidas de combate à evasão escolar após a retomada das aulas presenciais

Layane SerranoFelipe Romeroda CNN

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A reabertura das escolas em todo o país evidenciou um problema que parecia superado antes da pandemia: o aumento da evasão escolar. “Encontrar e trazer esses estudantes de volta às aulas deveria ser prioridade no país neste momento”, avalia a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer.

Dados do IBGE mostram que o número de crianças e adolescentes fora das escolas aumentou 171% em 2021 se comparado ao ano de 2019. Bauer cita a iniciativa da “busca ativa” presente em cerca de 80% das escolas municipais como importante para que todos retomem os estudos: “foi importante para que 80 mil alunos voltassem a frequentar as aulas.”

Mas para ela, só a busca ativa não é o suficiente: “a gente vem acompanhando desde o início da pandemia esses números e fica claro que crianças e adolescentes tem mais dificuldade em estudar à distância, especialmente os que estão em fase de alfabetização”, pondera.

Para Bauer, é necessário o devido acolhimento pedagógico e familiar a esses alunos: “muitas não conseguiram aprender da mesma maneira a distancia e vão precisar de um apoio personalizado no âmbito escolar para avaliar o nível de aprendizagem de cada criança e pensar estratégias personalizadas para essa retomada”, pondera.

Pesquisas conduzidas pela Unicef mostram que a faixa com mais crianças se desvinculando das escolas era entre os 6 e 11 anos, “justamente a faixa que costumava ter acesso universal ao ensino no Brasil, antes da pandemia”, avalia.

A representante da Unicef destaca que garantir os recursos devidos à área é essencial nesse processo, “combinado entre municípios, estados e União.”

“Esse deve ser um esforço da sociedade, das famílias voltarem a ser sensibilizadas que a escola é a prioridade absoluta dentro de uma família, não pode deixar criança sem ir para a escola de forma alguma”, pondera.

“De maneira geral, corremos um risco alto de essas crianças não voltarem à escola”, alerta Bauer.

 

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