À CNN, Flávio critica limites a advogados na domiciliar de Bolsonaro
“Como é que, para os advogados visitarem Bolsonaro, ele [Alexandre de Moraes] coloca ali 30 minutos?", disse o senador
O senador Flávio Bolsonaro (PL), em entrevista ao CNN 360, criticou os critérios estabelecidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a prisão domiciliar temporária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente no que diz respeito às visitas de advogados.
Flávio, que agora integra a equipe de defesa do pai, afirmou que antes os advogados tinham acesso livre para tomar decisões estratégicas e protocolar peças. “Também não entendi essa parte de restringir os advogados a determinados horários”, disse.
Segundo o senador, os critérios definidos pelo STF “estão sem amparo e sem precedentes na própria legislação”. Flávio questionou a limitação de tempo para atendimento jurídico, “Como é que, para os advogados visitarem Bolsonaro, ele coloca ali 30 minutos? Vamos ter que discutir agora na defesa como a gente esclarece esses termos”, declarou.
Flávio também contestou a decisão de vetar visitas sob justificativa de “higienização”, afirmando que se trata de uma medida política.
“Mais uma coisa pra gente entender. Ele dá a entender que é por questão de higienização, o que não tem absolutamente nada a ver com o problema de saúde que o presidente tem. Claramente é um viés político nessa decisão para dificultar as conversas políticas”, disse.
O ministro Alexandre de Moraes acatou nesta terça-feira (24) o pedido da defesa e aprovou a prisão domiciliar humanitária de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O prazo começará a contar a partir da alta médica do Hospital DF Star, em Brasília, onde está internado desde 13 de março.
Na segunda-feira (23), a PGR se manifestou favorável à transferência para o regime domiciliar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que laudos médicos demonstraram a necessidade de vigilância constante, mais adequada em ambiente familiar.
Com a decisão, Bolsonaro retorna ao regime domiciliar após quatro meses. Em agosto de 2025, Moraes havia decretado prisão domiciliar por descumprimento de medidas cautelares. Em novembro, o ex-presidente foi preso preventivamente pela Polícia Federal após violar a tornozeleira eletrônica, sendo transferido para a Superintendência da PF em Brasília.


