Árbitro registra confusão com diretores e soco em súmula de Vasco x Vitória

Jogo em São Januário foi marcado por expulsão polêmica aos 17 minutos

Cris Schwambach, da CNN Brasil
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O árbitro Matheus Candançan registrou na súmula do jogo entre Vasco e Vitória, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil, a confusão envolvendo dirigentes do Cruzmaltino após o fim do primeiro tempo.

A partida em São Januário foi marcada por polêmicas de arbitragem. A principal delas foi a expulsão de Cauã Barros aos 17 minutos do primeiro tempo.

Depois do fim da primeira etapa, diretores do clube mandante foram tirar satisfação com a arbitragem ainda dentro do campo, quando a equipe se dirigia ao vestiário.

Confusão na saída de campo

Na súmula, divulgada pela CBF nesta quinta-feira (27), Candançan, árbitro principal da partida, afirmou que a confusão começou quando Daniel Felix, coordenador de performance da equipe do Vasco, abordou os árbitros com palavrões.

"Abordou a equipe de arbitragem de forma grosseira e ofensiva, proferindo as seguintes palavras: “O que que você fez, c***? A bola tocou na mão do Kayzer, p***!”, descreveu o juiz.

Na sequência, o árbitro relatou que também se envolveram na confusão um segurança do Vasco sem nome identificado, Nelcirio Franchin, treinador de goleiros, Admar Lopes, diretor executivo de futebol, e Felipe Jorge Loureiro, diretor técnico.

Soco e objetos arremessados

Candançan fez uma longa e detalhada descrição da confusão, acrescentando que objetos foram arremessados em campo pela torcida durante a discussão.

"Enquanto a equipe de arbitragem permanecia impossibilitada de prosseguir em direção ao túnel de acesso aos vestiários, foram arremessados diversos copos contendo líquidos, bem como pedras de gelo, em direção à equipe de arbitragem", relatou.

O árbitro também revelou que, quando a equipe conseguiu acessar o túnel que leva aos vestiários, o quarto árbitro foi atingido no braço por Franchin.

"Quando a equipe de arbitragem finalmente conseguiu chegar ao túnel de acesso aos vestiários e iniciou a descida das escadas, o sr. Nelcirio Franchin veio pela lateral da escada que dá acesso ao vestiário da equipe mandante e tentou desferir um soco contra o árbitro, atingindo o braço do 4º árbitro. O referido indivíduo foi novamente contido pelo policiamento", detalhou.

Polêmicas durante o jogo

No início do jogo em São Januário, o volante Cauã Barros foi expulso em um lance que gerou polêmica. 

Logo aos 17 minutos do primeiro tempo, o jovem árbitro Matheus Candançan (Fifa/SP) reverteu o cartão amarelo e aplicou o vermelho ao volante vascaíno após consultar o árbitro de vídeo (VAR), que é comandado por Daniel Nobre Bins.

O time do Vasco também ficou na bronca com a arbitragem por lance envolvendo Cacá e Spinelli. Os vascaínos reclamaram de toque de mão do jogador do Vitória e pediram pênalti.

Vasco x Vitória

Mesmo com um a menos durante grande parte do jogo, o Vasco venceu o Vitória por 1 a 0 com gol de Andrés Gómez. Agora a equipe comandada por Pedro Emanuel leva vantagem para o jogo em Salvador, precisando apenas de um empate para avançar.

Vasco e Vitória voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (2), também às 21h30, no Barradão, para definir quem avança à semifinal e enfrenta o vencedor do confronto paulista entre Santos e Palmeiras.

Leia as anotações do árbitro na íntegra

Após o término do primeiro tempo, ainda dentro do campo de jogo, quando a equipe de arbitragem se dirigia ao vestiário, o sr. Daniel Felix, identificado como coordenador de performance da equipe do Vasco, abordou a equipe de arbitragem de forma grosseira e ofensiva, proferindo as seguintes palavras: “O que que você fez, caralho? A bola tocou na mão do Kayzer, porra!”. durante a abordagem, permaneceu com o dedo em riste e impediu a saída da equipe de arbitragem do campo de jogo.

Quando a equipe de arbitragem conseguiu deixar o campo de jogo em direção ao vestiário, foi novamente abordada, desta vez de forma ainda mais agressiva e ofensiva, por um funcionário do vasco, identificado como segurança. o referido funcionário partiu em direção à equipe de arbitragem, proferindo os seguintes xingamentos: “Vai tomar no cu! Você acabou com o jogo!”. Diante de sua atitude agressiva, foi necessário que o policiamento o contivesse, dando início a um tumulto.

Na sequência, partiram em direção à equipe de arbitragem os srs. Nelcirio Franchin, identificado como treinador de goleiros; Admar Lopes, identificado como diretor executivo de futebol; e Felipe Jorge Loureiro, identificado como diretor técnico, todos integrantes da equipe do Vasco de maneira agressiva e reiterada, os referidos profissionais tentavam forçar a passagem pelo bloqueio policial com o objetivo de se aproximar da equipe de arbitragem.

Ressalto que o sr. Felipe Jorge Loureiro permaneceu proferindo as seguintes palavras: “Bateu na mão, caralho!”, enquanto o sr. Nelcirio Franchin proferia repetidamente: “Covarde, filho da puta!”.

Nesse momento, enquanto a equipe de arbitragem permanecia impossibilitada de prosseguir em direção ao túnel de acesso aos vestiários, foram arremessados diversos copos contendo líquidos, bem como pedras de gelo, em direção à equipe de arbitragem, provenientes do setor destinado à torcida da equipe mandante.

Quando a equipe de arbitragem finalmente conseguiu chegar ao túnel de acesso aos vestiários e iniciou a descida das escadas, o sr. Nelcirio Franchin veio pela lateral da escada que dá acesso ao vestiário da equipe mandante e tentou desferir um soco contra o árbitro, atingindo o braço do 4º árbitro. O referido indivíduo foi novamente contido pelo policiamento.

No retorno da equipe de arbitragem ao campo de jogo para o início do segundo tempo, foram novamente arremessadas pedras de gelo em direção à equipe de arbitragem, provenientes da torcida da equipe mandante.

Após o término da partida, enquanto a equipe de arbitragem descia as escadas de acesso ao vestiário, o sr. Felipe Jorge Loureiro proferiu as seguintes palavras: “O VAR te fodeu! Você vai ver que o VAR te fodeu!”.

Na mesma ocasião, o sr. Admar Lopes proferiu as seguintes palavras, em tom ofensivo: “Uma bosta! Um lixo de arbitragem!”